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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Sinais e Sintomas Característicos da Mediunidade

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Muito embora Allan Kardec tenha dito que “Nenhum indício há pelo qual se reconheça a existência da faculdade mediúnica.” , podemos estabelecer pelo menos alguns sinais identificadores da ocorrência de alterações no indivíduo que possam ser atribuídas a algum tipo de interferência mediúnica. 
A afirmação de Allan Kardec talvez diga respeito ao reconhecimento a priori, em face da inexistência de sinais externos nos médiuns ou mesmo por conta da exigência da presença dos espíritos para sua ocorrência.
Por enquanto a mediunidade não foi detectada organicamente,mas apenas pelos efeitos que produz. 
Nenhum médium, por mais experiente que seja, garante que pode controlar a demonstração da sua faculdade.
 A mediunidade é uma faculdade psíquica e, como todo fenômeno subjetivo, não se submete, do ponto de vista experimental, à observação e repetição.
Há, porém, alguns indícios que podem nos levar futuramente à sua detecção e comprovação.
 Eles são subjetivos e facilmente podem ter explicações psicológicas inconscientes ou mesmo parapsicológicas anímicas.
No seu conjunto, numa mesma pessoa, podem apontar para a existência da faculdade denominada de mediunidade. 
São eles:
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1. Idéias e sentimentos inusitados na forma de pressentimentos que acabam por se concretizar. 
Ocorre também como se o indivíduo já soubesse antecipadamente o que irá ocorrer, permitindo- lhe agir de acordo com uma certeza interna;
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2. Forte dose de intuição quanto às pequenas ocorrências do cotidiano.
 Geralmente coloca o indivíduo num estado de consciência de quem tem o domínio dos eventos do dia, sem lhe gerar qualquer ansiedade;
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3. Arrependimentos tardios após atitudes inadequadas que poderiam ter sido evitadas.
 São situações freqüentes de ausência de vontade própria, nas quais parece haver uma outra personalidade
no controle, trazendo desconforto momentâneo;
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4. Alterações constantes na forma, no conteúdo e no curso dos pensamentos promovendo desvio na elaboração das idéias.
Apresentam-se como falhas ou ausências no pensar, provocando sérias alterações na vida profissional, afetiva e familiar da pessoa;
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5. Alterações orgânicas e da senso-percepção não atribuíveis a fatores funcionais nem a interferências psicossomáticas.
Tais alterações podem ir do desconforto orgânico a alterações significativas nos cinco sentidos físicos, os quais podem se tornar hipo ou hiper-sensíveis;
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6. Ocorrências repetitivas de sonhos premonitórios ou de sonhos freqüentes com pessoas que já morreram. Freqüentes sonhos nos quais eventos futuros são vistos pelo sonhador, envolvendo terceiros ou a si mesmo, como também sonhos com pessoas, parentes ou não, já desencarnados e que parecem querer transmitir alguma mensagem;
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7. Sensações constantes de presenças à sua volta, ou de terceiros, de seres invisíveis. 
Ocorre como se algo envolvesse a pessoa e lhe transmitisse a sensação de alguma companhia não visível. 
Às vezes, a pessoa sente uma alteração em seu estado de consciência;
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8. Ruídos e pancadas à sua volta não atribuíveis a fatores físicos conhecidos. 
São ruídos que parecem vir de dentro de paredes ou de objetos maciços como pancadas fortes e rápidas;
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9. Audição de vozes aparentemente oriundas do interior da cabeça. 
Sons de palavras ou de músicas que soam no interior da cabeça e que não se originam de lugar externo;
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10. Superexcitação motora seguida de forte desejo de escrever.
Às vezes, inicia-se com um forte desejo de escrever ou com uma persistente idéia inusitada sobre algum tema. 
Muitas vezes, tal desejo é acompanhado de tremores num dos braços, o qual apresenta movimentos repetitivos sem controle consciente da pessoa;
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11. Sensação descontrolada de que poderá ser tomado por algo, seguido de forte desejo de falar. Apresenta-se, muitas vezes, como um desconforto toráxico e uma necessidade de gritar ou chorar. 
Pode, também, surgir como se alguma parte do corpo fosse acometida de uma intensa dor aguda;
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12. Facilidade na obtenção de cura de doenças alheias, pelo simples desejo de obtê-la ou pela proximidade ao doente. 
A pessoa, pelo desejo consciente ou não, percebe a cura ou melhora de doenças em terceiros pelo contato físico ou por sua simples presença;
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13. Produção de conhecimentos não atribuíveis ao saber do indivíduo e à sua revelia. 
Quando, após a simples atividade de escrever ou de falar em público, a pessoa observa ou alguém lhe
diz que o que produziu é de excelente conteúdo e de qualidade superior aos conhecimentos intelectuais que possui.
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14. Obtenção de índices acima dos níveis aceitáveis nas cartas *Zenner* . 
Quando feito o teste Zenner, o percentual de acertos na retro-cognição e na pré-cognição apresenta níveis acima da média;
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15. Achados *psicométricos* em experiências típicas. 
Quando o índice de acertos nos detalhes de objetos no teste psicométrico é superior ao normal;
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16. Constantes experiências emocionais de “déjà vü”.
Quando a pessoa tem freqüentes experiências emocionais de ter estado em determinados lugares antes, sem conscientemente têlos conhecido.
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Zerner* Teste que utiliza um baralho de 25 cartas com cinco naipes (linhas onduladas, círculo, quadrado, estrela e cruz) para identificar as faculdades paranormais de retrocognição, pré-cognição, dentre outras.
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Psicométricos*Vem de Psicometria, faculdade que permite ao indivíduo entrar em contato com a história pregressa do objeto que toca, captando-lhe as vibrações dos eventos que ocorreram em seu entorno, nele impregnadas.
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Adenáuer Novaes .
Texto do Livro Psicologia e Mediunidade
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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Mediunidade e Sonhos

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Os sonhos são produções espontâneas do inconsciente, sem a participação direta do ego. 
Eles brotam das conexões psíquicas que formam os nós das redes dos complexos. 
São expressões do Espírito que aliviam as tensões geradas pelo conjunto das emoções das experiências reencarnatórias. 
Não são quimeras nem fantasias, mas legítimas imagens carregadas de significado aparentemente incompreensível.
São resultantes simbólicos das intensas emanações das experiências vividas pelo espírito, que ficam gravadas no perispírito. 
Essas experiências podem ser ocorrências no momento do sono, da vida atual, de vidas passadas, assim como prognósticos quanto ao futuro.
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Os sonhos que retratam vivências do espírito durante o sono do corpo físico, contêm menos símbolos e são mais nítidos e lógicos do que aqueles que trazem informações sobre vidas passadas.
Porém, qualquer que seja o conteúdo dos sonhos, ele sempre terá símbolos a serem decodificados.
A existência da faculdade mediúnica desenvolvida favorece a produção de sonhos com fraco conteúdo simbólico, pois o inconsciente dos médiuns ostensivos é mais aberto à consciência.
Tal abertura favorece o alívio natural das tensões inconscientes, conforme o médium for lidando harmonicamente com os fenômenos resultantes de sua relação com o espiritual.
Embora os sonhos retratem aspectos da vida do sonhador, contendo realidades que lhe pertencem, alguns médiuns têm a facilidade de sonhar com informações sobre a vida de outras pessoas.
Isso é raro e denota a existência de uma faculdade psíquica especial.
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Há pessoas que sonham com eventos que freqüentemente terminam por acontecer. 
São os chamados sonhos premonitórios.
Esse tipo de mediunidade não só decorre do contato do médium com espíritos que lhe proporcionaram conhecimentos além do senso comum, como também por conta da flexibilidade maior do médium em vasculhar seu inconsciente, obtendo mais amplas informações para antever o futuro. 
Não são previsões absolutas, mas possibilidades de ocorrência, com altos níveis de probabilidade. 
A premonição é sempre uma possibilidade e não uma ocorrência futura absoluta.
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Os sonhos dos médiuns podem estar misturados com idéias, emoções e informações de espíritos desencarnados que com eles mantêm contato próximo. 
Espíritos que porventura se encontrem no campo psíquico do médium, poderão, por pregnância, alterar o
conteúdo de seus sonhos. 
Os símbolos neles presentes podem estar misturados aos próprios do inconsciente do médium. 
Os tipos de símbolos servem como elementos de identificação de sonhos que são vivências espirituais, dos sonhos comuns e oriundos da psiquê do próprio indivíduo.
 É sempre oportuno que os médiuns ostensivos levem seus sonhos para interpretação a pessoas que tenham conhecimento psicológico e espírita, e que poderão melhor auxiliá-los na compreensão dos símbolos neles presentes.
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As pessoas que sonham freqüentemente com outras que já faleceram, parentes ou não, possuem um tipo de mediunidade a que chamo mediunidade onírica, pois ocorre durante o sono e só é percebida após o acordar. 
Seu desenvolvimento está associado à identificação dos personagens desencarnados presentes nos sonhos,
bem como à interpretação adequada das mensagens neles existentes.
O médium onírico (não confundir com o médium sonambúlico) deve sempre buscar interpretar seus sonhos, se possível conjuntamente com os parentes dos desencarnados que neles surgem.
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Adenáuer Novaes.
Texto do Livro Psicologia e Mediunidade.
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Acreditamos que para melhores esclarecimentos sobre médiuns e mediunidade, as obras de Allan Kardec devem ser consultadas e estudadas. 
Com todo o nosso respeito , devemos dizer que solicitar de nós uma explicação sobre Deus é o mesmo que pedir a um verme para que se pronuncie quanto à glória e a natureza do Sol, embora o verme, se pudesse falar, diria, com toda a certeza, da veneração e do amor que consagra ao Sol que lhe garante a vida.
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(Chico Xavier)
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