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sábado, 25 de maio de 2013

Religião dos ciganos

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Os roma não têm uma religião própria, um deus próprio, sacerdotes ou cultos originais. 
Parece singular o fato de que um povo não tenha cultivado, no decorrer dos séculos, crenças em uma divindade particular, nem mesmo primitiva, do tipo antropomórfico ou totêmico. 
O mundo do sobrenatural é constituído pela presença de uma força benéfica, Del ou Devél, e de uma força maléfica, Beng, contrapostas, numa espécie de zoroastrismo, provável resíduo de influências que esta crença teve sobre grupos que, em época remota, atravessaram o Irã. 
Ademais, as crenças ciganas incluem uma série de entidades, cuja presença se manifesta sobretudo à noite. Mas, em geral, os roma parecem ter-se adaptado, ao longo da história, às confissões vigentes nos países que os hospedaram, embora sua adesão pareça ser exterior e superficial, com maior atenção aos aspectos coreográficos das cerimônias, como as procissões e as peregrinações, próprias de uma religiosidade popular, sobretudo católica. 
Um sinal de mudança se dá pela difusão do movimento pentecostal, ocorrida a partir dos anos 1950, através da Missão Evangélica Cigana, surgida na França. 
Em seguida a isso, registram-se, todavia, profundas lacerações no interior de muitas famílias, devido às radicais mudanças de costume que a adesão a essa religião impõe, dada a natureza fundamentalista do movimento religioso em questão. 
Tais imposições muitas vezes acabam por induzir os roma a uma recusa de suas peculiaridades culturais.
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Fonte de Pesquisa:

Perseguições ao povo cigano

Ficheiro:Porajmos.jpg
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Porajmos: ciganos recém-chegados no campo de extermínio Bełżec.
Créditos da Imagem:
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Durante as perseguições do século XV, contra judeus e muçulmanos, começa também a caça aos ciganos. Segundo o antropólogo José Pereira Bastos, professor da Universidade Nova de Lisboa, "eram considerados vagabundos e delinquentes. 
Na Alemanha e nos Países Baixos, eram exterminados a tiros por caçadores pagos por cabeça. 
Na Europa, o propósito de extermínio dos ciganos sempre foi muito claro".
 Os anos de 1555 e 1780 são particularmente marcados por atos de violência contra os ciganos, em vários países.
A falta de uma ligação histórica precisa a uma pátria definida ou a uma origem segura não permitia que fossem reconhecidos como grupo étnico bem individualizado, ainda que por longo tempo tenham sido qualificados como egípcios.
 O clima de suspeitas e preconceitos se percebe no florescimento de lendas e provérbios tendendo a pôr os roma sob mau prisma, a ponto de recorrer-se à Bíblia para considerá-los descendentes de Caim, e portanto, malditos.
 Difundiu-se também a lenda de que eles teriam fabricado os pregos que serviram para crucificar Jesus (ou, segundo outra versão, que eles teriam roubado o quarto prego, tornando assim mais dolorosa a crucificação). 
Caracterizados pelo nomadismo, o modo de vida dos ciganos e suas condições de subsistência são sempre determinados pelo país em que se encontram: os mais ricos são os ciganos suecos e os mais pobres encontram-se nos Bálcãs e no sul da Espanha.
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Embora mantendo sua identidade, em alguns aspectos os roma revelam grande capacidade de integração cultural: sempre professam a religião local dominante, da mesma forma que suas danças, músicas, narrativas e provérbios manifestam a assimilação da cultura no meio em que vivem. 
Sua capacidade de assimilar a música folclórica permitiu que muitas peças fossem salvas do esquecimento, principalmente as do Oeste Europeu. 
Excluindo as publicações soviéticas sobre o assunto, existem apenas nove livros escritos em romani.
Durante a Segunda Guerra Mundial, entre duzentos e quinhentos mil ciganos europeus teriam sido exterminados nos campos de concentração nazistas. 
Entre os roma, o massacre é denominado de porajmos e começou a ser recuperado pela historiografia apenas a partir dos anos 1970.
No dia 2 de abril de 2009, o presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert Pöttering, recebeu um prêmio pelo trabalho desenvolvido pelo Parlamento Europeu na defesa dos direitos da comunidade rom na Europa. O prêmio foi entregue por representantes das principais organizações europeias, em nome da comunidade rom, antes do Dia Internacional dos Roma, que se celebra no dia 8 de abril.
Dos 12 a 15 milhões de roma que vivem na Europa, 10 milhões vivem em Estados-Membros da União Europeia, a maioria dos quais adquiriu a cidadania europeia com o alargamento de 2004 e a adesão da Romênia e da Bulgária em 2007.
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Fonte de Pesquisa:

Origem e migrações do povo cigano

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Os roma originaram-se de populações do noroeste do subcontinente indiano, das regiões do Punjab e do Rajastão, obrigadas a emigrar em direção ao ocidente, possivelmente em ondas, entre c. 500 e c. 1000 d.C.. 
Iniciaram a sua migração para a Europa e África do Norte, pelo planalto iraniano, no século XI, por volta de 1050. 
A saída da Índia provavelmente ocorreu no contexto das invasões do sultão Mahmud de Ghazni (região do atual Afeganistão).
 Mahmud fez várias incursões no norte da Índia, capturando os povos que ali viviam. Segundo o antropólogo José Pereira Bastos, professor da Universidade Nova de Lisboa, no inverno de 1019 - 1020, o sultão saqueou a cidade sagrada de Kannauj, que era então "uma das mais antigas e letradas da Índia, capturando milhares de pessoas, e vendendo-as em seguida aos persas". 
Estes, por sua vez, venderam os prisioneiros como escravos na Europa. 
No Leste Europeu, cerca de 2.300 deles foram para a zona dos principados cristãos ortodoxos da Transilvânia e da Moldávia, onde foram convertidos em escravos do príncipe, dos conventos e dos latifundiários.
Por volta do século XI a língua romani apresenta claros traços de línguas indo-arianas modernas, .
Já no século XIV, devido à conquista territorial e política de estados indianos, muitas caravanas rom partiram para a Europa, Oriente Médio e Norte da África. 
É segunda onda migratória, que os roma denominam Aresajipe. 
Um primeiro grupo tomou rumo oeste e atingiu a Europa através da Grécia; o segundo partiu para o sul, adentrando o Império Bizantino e chegando à Síria, Egito e Palestina.
Na Europa, em razão de clivagens internas e da interação com as várias populações europeias, os roma emergiram como um conjunto de grupos étnicos distintos, dentro de um conjunto maior. 
Alguns desses grupos foram escravizados nos Bálcãs, no território da atual Romênia, enquanto outros puderam se movimentar, espalhando-se principalmente pela Hungria, Áustria e Boêmia, chegando à Alemanha em 1417. Em 1422 chegam a Bolonha.
 Em 1428, já havia ciganos na França e na Suíça. 
Em 1500, surgiram os primeiros ciganos ingleses.
A terceira onda migratória deu-se entre o século XIX e início do século XX, da Europa para as Américas, após a abolição da servidão na Europa Oriental, entre 1856 e 1864. 
Alguns estudiosos apontam ainda a ocorrência de uma outra grande migração, proveniente da Europa Oriental, desde a queda do Muro de Berlim. 
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Fonte de pesquisa:

História do povo cigano

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No rodar de minha saia chamo o vento para bailar.
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Em razão da ausência de uma história escrita, a origem e a história inicial dos povos roma foram um mistério por muito tempo.
 Até meados do século XVIII, teorias da origem dos roma se limitavam a especulações. 
No final do século, antropólogos culturais levantaram a hipótese da origem indiana dos roma, baseada na evidência linguística - o que foi posteriormente confirmado pelos dados genéticos.
Em 1777, Johann Christian Cristoph Rüdiger, professor da Universidade de Halle, na Alemanha, em carta ao linguista Hartwig Bacmeister, sugere uma possível ligação entre o romani e as línguas da Índia. 
Rüdiger baseava suas conjecturas em pistas fornecidas pelo próprio Bacmeister e por seu professor, Christian Büttner, mas também na sua própria pesquisa, realizada com a ajuda de uma falante de romani, Barbara Makelin, e apoiada em gramáticas hindustani. 
A hipótese teve ampla circulação entre seus colegas acadêmicos. 
Em 1782, Rüdiger publicou um artigo intitulado "Sobre o idioma indiano e a origem dos ciganos", no qual compara as estruturas gramaticais do romani com as do hindustani. 
Trabalhos seguintes deram apoio à hipótese de que a língua romani possuía a mesma origem das línguas indo-arianas do norte da Índia.
 Baseado no dialeto sinti, este é o primeiro esboço gramatical acerca de uma variedade do romani, e é também a primeira comparação sistemática do romani com outra língua indo-ariana.
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Fonte de pesquisa:

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Bandeira Cigana

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Esta bandeira foi instituída como símbolo internacional de todos os Ciganos do mundo no ano de 1971,
pela Internacional Gypsy Committee Organized no " First World Romani Congress " -
Primeiro Congresso Mundial Cigano - realizado em Londres.
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A roda vermelha no centro da bandeira simboliza a vida, representa o caminho a percorrer e o já percorrido.
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A tradição, como continuísmo eterno, se sobrepõe ao azul e ao verde, com seus aros representando
a força do fogo, da transformação e do movimento.
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O azul representa os valores espirituais, a paz, a ligação do consciente com os mundos superiores,
significando libertação e liberdade.
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O verde representa a Mãe Natureza, a terra, o mundo orgârnico( subterrâneo), a força da luz do crescimento
vinculado com as matas, com os caminhos desbravados e abertos pelos Ciganos.
Representa o sentimento de gratidão e respeito pela terra, de preservação da natureza pelo que ela nos oferece, proporcionando a sobrevivência do homem e a obrigação de ser respeitada pelo homem,
que dela retira seus suprimentos, devendo mantê-la e defendê-la.
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Fonte e créditos:

Injustiça

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Os ciganos foram injustiçados de muitas formas em sua história, desde as ofensas e expulsões, até a condenação a formas humilhantes de morte.
Diante delas, jamais se abateram, pois tinham sua fé para defendê-los
.Uma fé na justiça divina que encontrava eco nas palavras de Isaías, no capítulo 33, 1-2:
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"Ai de ti, destruidor, que não foste destruído, que procedes perfidamente e não foste tratado com perfídia! Acabando tu de destruir, serás destruído;acabando tu de tratar perfidamente, serás tratado com perfídia. Senhor, tem misericórdia de nós!
Em ti temos confiado. Sê nosso braço manhã após manhã, a nossa salvação no tempo da angústia e a nossa justiça, no tempo da iniquidade."
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Texto do livro: Práticas Sagradas dos Ciganos
Autor: L.P. Baçan

Sinti

File:Bundesarchiv Bild 183-J0525-0500-003, Rheinland, Sinti und Roma mit Wohnwagen auf Landstraße.jpg
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Sinti (também sinta ou sindi) é o termo que nomeia os membros de um dos três principais grupos do povo genericamente chamado de cigano .
 Os outros dois grupos denominados rom e caló.
Os sinti falam um dialeto da língua romani, o Romanes Sintenghero Tschib(en), que tem um vocabulário primário romani, porém fortemente influenciado pelo alemão.
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Origens:
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A procedência geográfica do povo, bem como a origem do nome "sinti", são incertas.
É possível que haja alguma relação entre os ciganos sinti e a etnia sindhi, do sudoeste de Paquistão, mas isso ainda não pode ser provado.
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História:
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Acredita-se que os sinti (juntamente com os roma) chegaram à Alemanha na Idade Média.
De lá, alguns deles migraram para a França, onde ficariam conhecidos como manouches; outros se transferiram para países do Leste Europeu, adotando nomes distintos em cada lugar.
Desde que se estabeleceram na Alemanha, tanto os sinti quanto os roma foram alvo de discriminação. Exemplo disso é que, em 1899, a polícia alemã mantinha um registro central de ciganos, nos mesmos moldes daquele onde os criminosos eram catalogados.
Com o advento do Nazismo, sintis e romas foram enquadrados como estrangeiros não-arianos, sujeitos, portanto, aos horrores da política racial do regime.
Adolf Eichmann, que cuidava da logística dessa política, recomendava que a "questão cigana" fosse tratada simultaneamente com a "questão judaica". Mas antes disso, em 1939, a polícia de Hamburgo já estava deportando sintis para a Polônia, onde muitos deles acabaram nos campos de extermínio.
Nesses campos, os sinti foram obrigados a usar um triângulo preto na roupa, como forma de identificação.
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Fonte de Pesquisa:
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