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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Sem Erva não tem Axé

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Sem Erva não tem Axé.
 Está aí a regra número um nos cultos de origem afro.
Se a mata possui uma alma além do mistério esta é a folha, que a mantém viva pela respiração, que a caracteriza pela cor e aparência, que sombreia seu solo permitindo, através do frescor, a propensão à semeadura.
“Kosi ewe, kosi Orisa”, diz um velho provérbio nagô: "sem folha não há Orixá", que pode ser traduzida por "não se pode cultuar orixás sem usar as folhas", define bem o papel das plantas nos ritos.
O termo folha (ewe) tem aqui um duplo sentido, o literal, que se refere àquela parte dos vegetais que todos nós conhecemos, e o figurado, que se refere aos mistérios e encantamentos mais íntimos dos Orixás.
Mas o que isto tem a ver com o Orixá?
 É que o culto aos deuses nagôs se ergue a partir de três ewes: o conhecimento, o trabalho e o prazer, um amálgama de concentração e descontração passível apenas de ser vivido, jamais de ser entendido em sua largueza e profundidade.
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O ewe do conhecimento é aquele que manipula os vegetais, conhece suas propriedades e as reações que produzem quando se juntam, é também aquele que conhece os encantamentos, sem os quais as energias, para além da química, não se desprendem dos vegetais.
O ewe do trabalho é aquele que, na disciplina e aparente banalidade do cotidiano da comunidade de terreiro, vai "catando as folhas" lançadas aqui e ali, pela observação silenciosa e astuciosa, com as quais vai construindo seu próprio conhecimento; sem o mínimo de "folhas" necessárias não se caminha sozinho. 
Só se dá "folha" a quem é digno e sabe guardar, a quem trabalha, a quem é presente. 
Só cata "folha" quem tem a sagacidade de entender a linguagem dos olhares.
O ewe do prazer é aquele que produz boa comida, boa conversa, boa música e boa dança, todas quatro povoadas de folhas e "folhas" para quem tem olhos de ver. 
O Orixá só vive se for alimentado, só agradece pela comunhão, só se mostra pela dança, só se apresenta pela alegria da música e só fala por ewe. 
Sem ewe não se entende os Orixás.
NÃO EXISTE ORIXÁ SEM FORÇA DA NATUREZA.
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Falar das folhas no culto afro-brasileiro é muito complexo, pois nas diversas nações que existem dentro do culto, as folhas recebem nomes e funções diferentes.
As folhas de determinado orixá entram também no culto de outro, pois existem combinações de folhas de um orixá para o outro.
A nomenclatura das folhas, tanto em português quanto em yorubá, varia muito, mas vamos destacar os nomes mais populares.
Os pajés utilizavam ervas medicinais e rezas para afastar maus espíritos, esta prática tornou-se cada vez mais usual, porém com o aumento da população, os Portugueses começaram a enviar mais missionários e médicos para interromper estas práticas, e a população começou a procurar os pajés em menor freqüência e as escondidas.
Muitas mulheres desta época se interessaram pelas ervas medicinais que os pajés utilizavam, e por não conhecer as rezas que eles faziam misturavam rezas de santos Católicos com estas ervas criando-se assim as famosas rezadeiras e curandeiras do Brasil. 
Por isso que a influência indígena é tão forte na Umbanda, com seus Caboclos, entidades representantes destes índios que aqui estavam quando os colonizadores chegaram.
Existem diversas folhas com diversas finalidades e combinações, nomes e considerações dos nomes, fato que muito impressiona a quem as manipulam dentro de Axé.
 Temos que ter muita consciência de como usá-las para que não sejamos pegos de surpresa por energias que são invocadas quando a maceramos, quando colocamos o sumo da Erva em contato com nosso corpo,
quando a colhemos.
 Porém folha é para trazer energias boas e positivadas, tirar energias ruins e maléficas em muitos casos, trazer resposta de algo se é necessário para o individuo que a usa.
As plantas são usadas para lavar e sacralizar os objetos rituais, para purificar a cabeça e o corpo dos sacerdotes nas etapas iniciáticas, para curar as doenças e afastar males de todas as origens.
 Mas a folha ritual não é simplesmente a que está na natureza, mas aquela que sofre o poder transformador operado pela intervenção de Ossãe, cujas rezas e encantamentos proferidos pelo devoto propiciam a liberação do axé nelas contido.
 Há algumas décadas a floresta fazia parte do cenário e as folhas estavam todas disponíveis para colheita e sacralização. 
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Com a urbanização, o mato rareou nas cidades, obrigando os devotos a manter pequenos jardins e hortas
para o cultivo das ervas sagradas ou então se deslocar para sítios afastados, onde as plantas podem crescer livremente. 
Com o passar do tempo, novas especializações foram surgindo no âmbito da religião e hoje as plantas rituais podem ser adquiridas em feiras comuns de abastecimento e nos estabelecimentos que comercializam material de culto. 
Exemplo maior, no Mercadão de Madureira, no subúrbio do Rio de Janeiro, pródigo na oferta de objetos rituais, vestimentas e ingredientes para o culto dos orixás, mais de vinte estabelecimentos vendem, exclusivamente, toda e qualquer folha necessária aos ritos.
 Bem longe da natureza.
O elemento vegetal é muito importante para a manutenção e equilíbrio dos seres vivos. 
Através de processos variados os vegetais retiram o Prana da natureza, seja através do Sol, da Lua, dos planetas, da terra, da água, etc. 
São, portanto, grandes reservas de éter vital e que através dos tempos, o ser humano, descobriu estas propriedades.
 Usamos os vegetais, desde a alimentação até a magia, sempre transformando a energia vital, através de processos e rituais.
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Os vegetais são diretamente influenciados pela natureza. 
A lua e o sol são os astros que muito influenciam a absorção do Prana e devemos conhecer
estas influências.
Dentre as quatro fases lunares, que tem duração de sete dias cada, temos duas fases que chamamos de
quinzena positiva, propícia para a colheita de ervas para rituais diversos na Umbanda (banhos, defumações, etc.) e nas outras duas temos a quinzena negativa, pois a
concentração de éter, nas folhas, frutos e flores, é muito baixa.
Os vegetais são de maneira geral, condensadores das energias solares e cósmicas. 
Há ervas que recebem influxos mais diretos de certos planetas ou luminares, sendo, portanto, ervas particulares desses planetas .
Os corpos celestes são a concretização de certas Linhas de Forças de um determinado Orixá, assim, por extensão, temos ervas de determinado Orixá.
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Lua Nova:
Esta fase lunar caracteriza-se pela “ausência” da lua.
É a primeira fase da quinzena positiva, pois o éter vital concentra-se na parte superior do vegetal, isto é, nas
folhas, frutos, flores e caules superiores.
 Assim, é uma das fases propícias para a colheita de elementos vegetais.
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Lua Crescente:
É a fase complementar, ou segunda fase da quinzena positiva. 
O éter vital, ou corrente Prânica, ainda está nas folhas, flores e frutos. 
Está se dirigindo das extremidades das plantas para o seu centro.
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Lua Cheia:
É a fase que está na quinzena negativa, não sendo o melhor ciclo para a colheita de ervas, para efeitos
ritualísticos, pois o Prana ou éter vital está no caule principal e dirige-se às raízes, para completar o ciclo.
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Lua Minguante:
Nesta fase lunar, o Prana concentra-se na raiz, vitalizando-a, permitindo que ela extraia os nutrientes
necessários do solo.
Não é uma fase propícia para a colheita de ervas, pois está na quinzena negativa.
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COLETA:
Se for possível coletar pessoalmente as ervas, o melhor horário será logo ao amanhecer.
Pede-se licença ao Orixá Ossãe e Oxossi, pois esses são, respectivamente, os Orixás das plantas e ervas medicinais e ritualísticas e o Senhor das matas e florestas em geral.
É importante, que no instante em que forem retirar as ervas, mentalizem e peçam para que, na finalidade desejada, possam usufruir todas as energias, que estão contidas nestes vegetais.
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O BANHO DE ERVAS:
O banho de ervas, até como tratamento, não é de religião alguma, é da própria natureza.
Se na Umbanda o utilizam, é porque os próprios espíritos desencarnados que se apresentam como pretos-velhos, caboclos, crianças etc., conhecem esses princípios e os utilizam largamente. 
Seus princípios iniciáticos estão relacionados a eles, mas não pode ser esse o motivo da não utilização correta e digna da energia vegetal também pelos espíritas.
As ervas detêm grande quantidade de Axé (Energia mágico-universal, sagrada) quem bem combinadas entre si, detém forte poder de limpeza da aura e produzem energia positiva.
Um banho, com o Axé das ervas dos Orixás, age sobre a aura eliminando energias
negativas, produzindo energias positivas.
Um banho de ervas reúne as ervas adequadas a cada caso, agindo diretamente sobre esses distúrbios, eliminando os sintomas provocados pelo acúmulo de energias negativas.
Medicinas como a Ayurvédica (hindu), a chinesa, a tibetana, o xamanismo, a medicina alopática e a homeopatia fazem uso desses recursos naturais há tempos.
 O uso correto e ético opera verdadeiros "milagres da natureza".
Podemos usar a energia da natureza como auxílio no tratamento de depressões, insônia, ansiedade, angústia e uma série de doenças crônicas.
Com bom senso e é claro, com o acompanhamento médico necessário, tratando o espírito e o corpo (já que as doenças se propagam do perispírito para o corpo físico), nós todos podemos crescer como médiuns e espíritos mais conscientes, e por isso mesmo, mais abertos e livres.
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Créditos do Texto:
Sociedade Espiritualista Mata Virgem
Curso de Umbanda
ERVAS
Créditos das imagens:
Google

O Ciclo das Águas

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Caboclo Tupinambá
Pintura feita pela artista em temas espiritualistas:
Agnes dos Santos
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Para compreendermos as forças da natureza interagindo, o que nos auxiliará entendermos como os Orixás interagem até chegarem a se manifestar em terra, basta que imaginemos e nos lembremos de como a natureza atua e funciona.
A seguir exponho o que chamo de Ciclo das Águas, que objetiva ilustrar a manifestação dos 7 Orixás Básicos na natureza onde incluo Nanã para uma melhor compreensão de quando a menciono como “Senhora das Águas Originais”.
A água nascendo numa mina (Nanã) rolando pelas pedras (Xangô), em queda formando uma cachoeira (Oxum), que corre pela Terra (Omulu), germinando esta terra para o nascimento dos vegetais e árvores (Oxóssi), as águas indo desaguar no mar (Iemanjá), o sol aquecendo (Ogum) provocando a evaporação e precipitação na terra em forma de chuva (Iansã), reiniciando assim o processo.
O culto a estas forças que agem e interagem de forma absolutamente harmônica e perfeita,
chama-se Umbanda. 
Caridade e Amor ao Pai, criador de Tudo, amor e respeito à natureza e tudo que nela existe.
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ORIXÁS
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Agora que falei um pouco sobre como as forças da natureza atuam, passarei a uma pequena explanação destas mesmas forças atuando a nível de terra, ou seja, nos terreiros de Umbanda e em nossas vidas por acreditar firmemente que o que precisamos compreender primeiro é o que vemos e sentimos, depois como manipulados e finalmente, compreendermos
Orixá ao nível de Astral Superior.
A Umbanda por ter origem e influência africanista e indígena, têm como referência antiga o sincretismo religioso, em que os santos católicos foram associados aos Orixás africanos.
 Essa associação foi feita pelos negros escravizados objetivando disfarçar o seu culto aos Orixás.
|Nosso país tem dimensões continentais e ao observarmos o significado da palavra sincretismo, entenderemos porque ele varia tanto de região para região.
Uma vez que a minha vivência acontece no Estado do Rio de Janeiro, quando estiver falando em sincretismo, estarei me referindo ao que ocorreu e ocorre aqui.
A Umbanda não é regida e nem se fundamenta em lendas de Orixás.
Quando estiver falando em características básicas dos regidos por cada Orixá, estarei falando de maneira geral, visando a compreensão da manifestação maior do Orixá em nível de terra.
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Cabloca Jurema
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Características Básicas dos Orixás
Oxoce
Alguns podem estar estranhando essa forma de grafia do nome do Orixá. 
Além dessa ainda encontramos Oxossi e Oxosse. 
Escolha a que melhor lhe convier ou lhe for mais simpática. 
Mais importante do que saber como se escreve o nome é saber quem é o Orixá.
Oxoce é representado pela energia que irradia das matas, tendo absorvido do Candomblé também o Orixá Ossanha ou Ossãe (Orixá das folhas), representado na Umbanda pela linha da Jurema.
Oxoce é o Orixá da saúde, da cura através das ervas e da irradiação de sua força.
 A sua cor é o verde (todos os tons que variarão de acordo com a origem do Caboclo). 
O dia da semana dedicado a Oxoce é a quinta-feira, por ter sido associado a ele o planeta Júpiter, que rege a quinta-feira, e é o planeta da expansão.
O seu elemento é terra. 
Por que é de onde brotam os vegetais de Oxoce.
É o Orixá da vitalidade, da energia vital (ligada à saúde), farmacopéia, nutrição. 
É o caçador do Axé (força).
Representado na Umbanda pelos Caboclos e Caboclas que se desdobram em várias sub-linhas
conforme o outro Orixá que estará trabalhando conjugado. 
Exemplo, a linha de Caboclos que trabalham com as águas, ou seja, resultado da conjugação de Oxoce com Oxum ou com Iemanjá, mas são Caboclos de Oxoce trabalhando em harmonia com as águas: 
Cabocla Yara, Cabocla Jupyra, Caboclo da Cachoeira, Caboclo do Mar, etc.
 Valendo lembrar que poderão também apresentarem-se em gira de terreiro tanto na hora da invocação a Oxoce quanto na hora de Oxum ou Iemanjá.
Outro exemplo é a linha de Caboclo Bugre e a de Caboclos Flecheiros que são Caboclos de Oxoce trabalhando em harmonia com Omulu, em níveis de conjugação diferentes.
Por ter sido sincretizado, no Rio de Janeiro, com o Santo Católico São Sebastião, tem o seu dia comemorado em 20 de janeiro.
Saudação: 
Okê Bamba O’Clima, Okê Caboclo ou Oke Aro; onde: Okê Bamba O'Clima - kê =
gritar; Okê = aquele que grita; Bamba - Valente (valentia) o'clima = acima ou de cima.
Okê Caboclo = Seria basicamente uma corruptela do anterior e significa por conseqüência: 
Salve o Caboclo que grita.
Okê Arô! = Okê = aquele que grita, Arô é um título de honra, uma autoridade.
 Portanto Okê Arô seria a “autoridade que fala mais alto”.
A Orixá de equilíbrio de Oxoce é Oxum, pois é através das águas da Oxum que os vegetais de Oxoce podem germinar e crescer.
Características básicas dos regidos por Oxoce: 
são pessoas meio fechadas, que gostam de viver no seu próprio meio ou grupo, pois é onde realmente se sentem à vontade. 
Gostam de contemplar a natureza. 
Geralmente são pessoas desconfiadas, mas que quando confiam são amigos fiéis.
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Do Livro: Umbanda, Mitos e Realidade 
Autor MÃE IASSAN AYPORÊ PERY

Entendendo a Dinâmica dos Orixás

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Oxóssi
Pintura feita pela artista em temas espiritualistas:
Agnes dos Santos
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Sabendo-se que os Orixás estão em um plano muito superior ao nosso, os regentes da coroa do médium, regem, se manifestam e influenciam depois de atravessar vários planos e sub-planos do nosso sistema.
A característica principal ou original, dos Orixás se “perde”, se transforma e se traduz, através do astral no “caminho”, sendo “filtrado” por cada plano ou sub-plano e logicamente pela natureza vibratória que vai passando, adquirindo com ela um resíduo de cada momento astral, ditado pela faixa vibratória transitada. Isso tudo também explica as diferentes interpretações que encontramos entre os umbandistas, sobre o que vem a ser Orixá.
Como nós vivemos num plano bem inferior, onde precisamos evoluir muito, se faz necessário que o Orixá se desdobre em vibrações de característica naturista, ou seja, de origem fluídica da natureza, para se manifestar em seres encarnados ou de densidade equivalente.
Pensemos a princípio nos Sete Orixás Básicos que se manifestam em nível de terreiro, ou seja, de incorporação: Oxóssi, Ogum, Xangô, Omulu, Oxum, Iemanjá e Iansã.
A manifestação, em nível de terreiro, de cada um se dá através de espíritos enviados de cada uma destas forças.
 Importante ressaltar que na Umbanda não incorporamos o Orixá, mas sim os seus enviados ou representantes, que são espíritos que já encarnaram e que têm cada um o seu próprio karma, história, característica missionária, evolutiva, de personalidade, etc.
Temos a tendência a acreditar ou pensar que cada Orixá é o reino ao qual está associado, entretanto Orixá é muito mais do que isso, e é exatamente esse “muito mais do que isso” que não conseguimos explicar em palavras; mas, grosseiramente falando, é o amor de Deus espalhado e ao mesmo tempo condensado em 7 raios básicos, destinados ao planeta Terra, que objetivam, ao chegarem aqui traduzidos pelos diversos planos e sub-planos pelos quais passaram, nos auxiliar no nosso karma, e que se manifestam através das forças e reinos da natureza. 
O Orixá está na natureza, mas não é apenas a natureza. Enfim... 
É mais uma benção de Deus.
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Xangô
Pintura feita pela artista em temas espiritualistas:
Agnes dos Santos
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Quando pensamos na composição de uma árvore, por exemplo, e nos infiltramos nela, entramos no seu universo e podemos observar neste universo “árvore” que todos os 7 Orixás estão se manifestando, conjugadamente ou em paralelo, mas sempre harmoniosamente.
O umbandista deve buscar o equilíbrio de todas estas forças através da prática da caridade, do amor e respeito à natureza e às coisas de Deus.
 A Umbanda se propõe, através do culto aos Orixás, trazer o equilíbrio destas forças para as nossas vidas. 
E não existe melhor forma de se cultuar os Orixás do que nos harmonizarmos com estas forças, que se manifestam em nossos terreiros através de seus enviados de luz, que sempre nos trazem palavras de consolo, amparo, força, esclarecimento, caridade e amor, e assim fazer ultrapassar as paredes físicas do terreiro de
Umbanda a sua mensagem.
A Caridade é o objetivo principal do médium Umbandista.
A Umbanda não se propõe a ser solução milagrosa para todos os problemas de ordem material criados por nós, mas propõe que, através da harmonização com as forças da natureza, encontremos amparo e alívio para os nossos problemas.
Para que possamos entender o Orixá em sua absoluta essência, é necessária uma enorme capacidade de abstração. 
O que diversos autores têm tentado, valentemente, explicar é algo absolutamente intangível ao nosso nível de consciência.
Orixá não é divindade, pois na Umbanda cremos num único Deus. 
A Umbanda não é politeísta, portanto o que passarei a descrever não é uma teogonia.
Orixá é potência de luz emanada de Deus, O Criador. 
E na Umbanda o entendimento de Orixá não está baseado em lendas do panteão africano, mas sim no estudo da dinâmica das forças da natureza.
Conseqüentemente, o nosso conceito de arquétipo será diferente de quem se baseia em lendas.
Ordinariamente, entender a manifestação do Orixá através das forças da natureza, é o máximo que conseguimos, pois a palavra Orixá quer dizer coroa iluminada.
 É o princípio mais evoluído em nosso sistema manifestado através das forças da natureza. 
É como querer entender e explicar Deus, tarefa impossível a qualquer um de nós.
Entretanto, podemos tentar entender juntos o caminho inverso, ou seja, da terra para o Alto, até porque para entendermos o que ocorre acima disso, precisaríamos entrar em esferas elevadíssimas que fogem ao nosso entendimento, pois ninguém tem alcance para isso. 
Tudo que falam são conjecturas valorosas e algumas até louváveis tentativas, mas nada absoluto. 
A verdade de cada um deve ser respeitada, assim como a compreensão. 
Avançar a esferas superiores nos será naturalmente permitido quando tivermos evolução para tal.
Na realidade o que a Umbanda fez, enquanto culto, foi “organizar” as manifestações divinas, em uma linguagem que pudéssemos compreender. 
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Oxum
Pintura feita pela artista em temas espiritualistas:
Agnes do Santos
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Todas as “complicações” provenientes do aprendizado na Umbanda são por nossa exclusiva culpa e ignorância, basta que conversemos com qualquer Preto Velho, para termos a certeza disto.
Cada Orixá tem função específica e até as que são antagônicas se harmonizam frente as
nossas necessidades, por Graça do Criador.
Todas as energias emanadas pelos Orixás estando em equilíbrio nos tornam pessoas melhores e facilitam a nossa passagem na Terra, por isso falei em benção de Deus, e também em manifestações básicas e harmônicas dos Orixás apesar de algumas manifestações serem antagônicas, mas no fundo complementares. Tudo isso justifica e explica enfim o porquê é fundamental o culto equilibrado aos sete Orixás básicos, explica o porque de não nos dedicarmos a cultuar um ou dois Orixás específicos apenas.
Os Sete Orixás básicos ao se combinarem formam outros Orixás os quais chamamos de desdobramentos do Orixá ou Orixás que foram combinados, mas mesmo assim ainda não são estes que se manifestam em nível de terreiro, mas sim os seus enviados.
O único Orixá na Umbanda que não tem desdobramentos é a Orixá Iansã, pois as suas combinações são tão rápidas que não criam reinos, mas apenas manifestações rápidas desta conjugação, não chegando a formar ou fixar-se durante muito tempo a ponto de formar um novo Orixá que seja desdobramento Dela. 
Outro motivo para isto é o próprio elemento por Ela representado: o Ar. 
O Ar não se desdobra, não se fixa, mas mistura-se aos demais elementos, entretanto sem mudar a sua essência. 
O Ar em movimento é o vento que causa mudanças rápidas e essas mudanças são a própria Orixá. Iansã manifestada na força da natureza... 
É o próprio movimento, a própria mudança.
Quando os Orixás se combinam, se unem e se conjugam temos os diferentes desdobramentos que são manifestados, em nível de terra, através do encontro de um reino com outro, ou manifestações de força da natureza, que em terreiro também recebem nomes diferentes.
 E encontraremos na combinação dessas forças harmonia e equilíbrio.
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Do Livro: Umbanda, Mitos e Realidade 
Autor MÃE IASSAN AYPORÊ PERY

terça-feira, 11 de junho de 2013

As Pombo-Giras

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O termo Pombo-Gira é corruptela do termo "Bombogira" que significa em Nagô, Exu. 
A origem do termo Pomba-Gira, também é encontrada na história. 
No passado, ocorreu uma luta entre a ordem dórica e a ordem iônica. 
A primeira guardava a tradição e seus puros conhecimentos. 
Já a iônica tinha-os totalmente deturpados. 
O símbolo desta ordem era uma pomba-vermelha, a pomba de Yona. 
Como estes contribuíram para a deturpação da tradição e foi uma ordem formada em sua maioria por mulheres, daí a associação. 
Se Exu já é mal interpretado, confundindo-o com o Diabo, quem dirá a Pomba-Gira?
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Dizem que Pomba-Gira é uma mulher da rua, uma prostituta. 
Que Pomba-Gira é mulher de Sete Exus! 
As distorções e preconceitos são características dos seres humanos, quando eles não entendem corretamente algo, querendo trazer ou materializar conceitos abstratos, distorcendo-os.
 Pombo-Gira é um Exu Feminino, na verdade, dos Sete Exus Chefes de Legião, apenas um Exu é feminino, ou seja, ocorreu uma inversão destes conceitos, dizendo que a Pombo-gira é mulher de Sete Exus e, por isso, prostituta. 
É claro que em alguns casos, podem ocorrer que uma delas, em alguma encarnação tivesse sido uma prostituta, mas, isso não significa que as pombo-giras tenham sido todas prostitutas e que assim agem. 
A função das pombo-giras, está relacionada à sensualidade. 
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Elas frenam os desvios sexuais dos seres humanos, direcionam as energias sexuais para a construção e evitam as destruições.
 A sensualidade desenfreada é um dos "sete pecados capitais" que destroem o homem: a volúpia. 
Este vicio é alimentado tanto pelos encarnados, quanto pelos desencarnados, criando um ciclo ininterrupto, caso as pombo-giras não atuassem neste campo emocional. 
As pombo-giras são grandes magas e conhecedoras das fraquezas humanas.
 São, como qualquer exu, executoras da Lei e do Karma. 
Cabe a elas esgotar os vícios ligados ao sexo. 
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Quando um espírito é extremamente viciado ao sexo, elas, às vezes, dão a ele "overdoses" de sexo, para esgotá-lo de uma vez por todas. 
Elas, ao se manifestarem, carregam em si, grande energia sensual, não significa que elas sejam desequilibradas, mas sim que elas recorrem a este expediente para "descarregar" o ambiente deste tipo de energia negativa. 
São espíritos alegres e gostam de conversar sobre a vida. São astutas, pois conhecem a maioria das más intenções.
Devemos conhecer cada vez mais o trabalho dos guardiões, pois eles estão do lado da Lei e não contra ela. Vamos encará-los de maneira racional e não como bichos-papões.
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Eles estão sempre dispostos ao esclarecimento. 
Através de uma conversa franca, honesta e respeitosa, podemos aprender muito com eles. 
Agora, eu te pergunto:o que você sente ao ser incorporado pelo teu Exú? 
Pense e depois me diga, se o que você sente não é uma poderosa força neutra que te retesa o corpo e as mãos.
Você não sente ódio, rancor, maldade, perversidade, desejo de vingança, enfim, nada da caracterização de um ser monstruoso que alguns pensam ser nossos irmãos Exus.
Não se esqueça que Exú muitas vezes é chamado de ”Compadre”, ou seja, aquele em quem você confia tanto, a ponto de dar seu filho para batizar. 
Observe que, comportamentos negativos como a agressividade e sensualidade exageradas demonstradas em determinadas incorporações podem ser derivadas do próprio médium.
Se forem, o médium deve buscar conhecer e resolver o próprio problema.
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Sociedade Espiritualista Mata Virgem Curso de Umbanda OS EXUS

Algumas das diferentes combinações de Orixás (Umbanda)


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Se pensarmos numa mata, por exemplo, o que os nossos olhos vêem é que ela está “parada” no lugar, mas para que seja exuberante e grande ela está em constante expansão e mudança, num ritmo lento e gradual, sofrendo a ação da fertilidade da terra, da constância dos ventos em espalhar as sementes, na ação do sol para a fotossíntese, enfim, de parada ela não tem nada. 
Mas seu “movimento” é provocado pela interação de outras forças.
Assim é a energia de Oxoce. 
Um trabalho constante de surgimento, expansão, crescimento e renovação. 
A vida se renovando através do trabalho em grupo conjugando infinitas forças.
Encontramos a energia do Orixá Ogum manifestando-se nas matas de Oxoce através do calor do sol, que dará força a energia vital de Oxoce no nascimento dos vegetais, na luta pela sobrevivência dos vegetais que se transformarão em grandes árvores formando a mata. 
A esta manifestação específica de Ogum em relação a Oxoce, damos o nome de Ogum Rompe Mato, além
dela se apresentar também, em nível de terreiro, como Caboclo Rompe Mato ou outro nome que estaria associado ao Orixá Ogum, ou seja, manifestações de luta e bravura, determinação e tenacidade, e principalmente defesa.
 Enfim, Caboclos de Oxoce em cruzamento vibratório com Ogum.
Encontramos a energia do Orixá Omulu manifestando-se nas matas de Oxoce através da própria terra de onde irão brotar os vegetais, é a própria base da mata. 
Em nível de terreiro encontramos essa combinação representada através dos Caboclos Flecheiros e Bugres. Que são Caboclos mais voltados para trabalhos de descarga e desmanche de magia.
Encontramos a energia do Orixá Xangô manifestando-se nas matas de Oxoce através das pedreiras e que dão contornos e estabelecem limites na expansão da mata. 
Em nível de terreiro encontramos essa combinação representada através de Caboclos que se apresentam normalmente carregando em seu nome a palavra “Pedra” ou com características mais voltadas a equilíbrio,
estudos, etc. 
Muitas vezes se apresentando tanto na hora em que invocamos Oxoce ou Xangô (dependendo da orientação da Casa).
Encontramos a energia da Orixá Oxum manifestando-se nas matas de Oxoce através da água fertilizadora da terra, auxiliando na expansão e ao mesmo tempo estabelecendo limites e contornos (rios e cascatas).
Em nível de terreiro encontramos essa combinação representada através de Caboclos e Caboclas com apresentação mais “dócil”, “suave” e mais voltados para cura, manipulação de ervas, etc. 
Normalmente carregam em seu nome algo do tipo Caboclo “xxx” da Cachoeira, ou Caboclo “xxx” do Rio, etc. 
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Muitas vezes se apresentando tanto na hora em que invocamos Oxóssi ou Oxum (novamente dependendo da orientação da Casa).
Encontramos a energia da Orixá Iemanjá manifestando-se nas matas de Oxoce próximas ao litoral, ou ainda na própria salinidade do ar, através da função provedora de bens materiais desta Iabá.
Em nível de terreiro encontramos essa combinação representada pelos Caboclos e Caboclas do Mar, da Praia, etc.
 Muitas vezes se apresentando tanto na hora em que invocamos Oxoce ou Iemanjá (dependendo da orientação da Casa). 
Também tem função de descarrego e imantação, manipulando desta feita, o elemento água.
Encontramos a energia da Orixá Iansã manifestando-se nas matas de Oxoce através da ação dos ventos e da chuva e da função transformadora desta Iabá. São caboclos e caboclas que também tem como especialidade descarga rápida e transformadora. 
Geralmente apresentam-se com nomes do tipo Caboclo(a) Ventania, Gira Mundo, etc.
Além, é claro, da conjugação de Oxoce com Ele mesmo, que encontramos os diversos Caboclos, como Tupinambá, Pery, Pena Branca, Cobra Coral, etc.
Busquei através desses exemplos mostrar a facilidade com que os Orixás se combinam, se conjugam e se harmonizam, sem perderem suas essências, mas agregando outras, são todos Caboclos e Caboclas de Oxoce, mas que adquiriram outras características vibratórias em função das diversas combinações das forças da natureza em conseqüência da infinita harmonia da combinação e conjugação de forças dos diversos Orixás.
Uma observação importante a se fazer é que cada vez que um Orixá se desdobra por combinar-se com outro, ele absorve algumas de características do Orixá com o qual se combinou, gerando e atendendo assim outras necessidades nossas, portanto nenhum dos nomes que citei associando aos desdobramentos são “questão fechada”. 
Poderemos encontrar, por exemplo, o Caboclo Cobra Coral, acima citado como um desdobramento de Oxoce dentro dele mesmo, se manifestando como um Caboclo de Xangô. 
Citei os nomes visando apenas explicar as diferentes formas de apresentação e prováveis origens, mas lembro ainda, mais uma vez, que o nome em si não deve importar, mas sim a Caridade que a entidade está vindo nos prestar.
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Algumas Considerações sobre a Orixá Nanã
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Consideramos Nanã a Soberana das Águas, águas originais, o início da vida, a água de mina. Conseqüentemente estando acima das demais Orixás ligadas ao elemento água, não é Orixá Básico, conseqüentemente não é Regente de Ori.
 As manifestações encontradas em nível de terreiro, são manifestações de uma das três Iabás (Iemanjá, Oxum ou Iansã) em vibração mais “velha”.
Nanã é o momento inicial em que a água brota da terra ou da pedra, a partir do momento que a água corre, já é Oxum. 
Portanto não compreendemos como “lama” (mistura de água com terra) mas sim como Soberana de Todas as Águas.
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Do Livro: Umbanda, Mitos e Realidade 
Autor MÃE IASSAN AYPORÊ PERY

Orixá

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Na mitologia yoruba, orixás yoruba Òrìsà; em espanhol Oricha; em inglês Orisha) são divindades ou semideuses criados pelo deus supremo Olorun. 
Os orixás são guardiões dos elementos da natureza e representam todos os seus domínios no aye (a realidade física em que os humanos estão inseridos segundo a tradição iorubá). 
Também existem orixás intermediários entre os homens e o panteão africano que não são considerados deuses, são considerados "ancestrais divinizados após à morte". 
Os orixás são cultuados no Brasil, Cuba, República Dominicana, Porto Rico, Jamaica, Guiana, Trinidad e Tobago, Estados Unidos, México e Venezuela.
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História
Na mitologia, há menção de 600 orixás primários, divididos em duas classes, os 400 dos Irun Imole e os 200 Igbá Imole, sendo os primeiros do Orun ("céu") e os segundos da Aiye ("Terra").
Estão divididos em orixás da classe dos Irun Imole, e dos Ebora da classe dos Igbá Imole, e destes surgem os orixás Funfun (brancos, que vestem branco, como Oxalá e Orunmilá), e os orixás Dudu (pretos, que vestem outras cores, como Obaluayê e Xangô).
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Exu, orixá guardião dos templos, encruzilhadas, passagens, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos.
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Ogum, orixá do ferro, guerra, fogo, e tecnologia, deus da sobrevivência.
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Oxóssi, orixá da caça e da fartura.
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Logunedé, orixá jovem da caça e da pesca.
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Xangô, orixá do fogo e trovão, protetor da justiça.
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Ayrà, usa branco, tem profundas ligações com Oxalá e com Xangô.
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Obaluaiyê, orixá das doenças epidérmicas e pragas, orixá da cura.
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Oxumaré, orixá da chuva e do arco-íris, o Dono das Cobras, Deus da transformação.
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Ossaim, orixá das Folhas sagradas, conhece o segredo de todas elas.
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Oyá ou Iansã, orixá feminino dos ventos, relâmpagos, tempestades, e do amor.
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Oxum, orixá feminino dos rios, do ouro, deusa das riquizas materias e espirituiais, e da fertilidade.
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Iemanjá, orixá feminino dos mares e limpeza, mãe de muitos orixás.
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Nanã, orixá feminino dos pântanos e da morte, mãe de Obaluaiê. 
Mais velha orixá do panteão africano.
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Yewá, orixá feminino do Rio Yewa, considerada a deusa da beleza, da adivinhação e da fertilidade.
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Obá, orixá feminino do Rio Oba, uma das esposas de Xangô, é a deusa do amor.
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Axabó, orixá feminino da família de Xangô.
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Ibeji, divindade protetor dos gêmeos.
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Irôco, orixá da árvore sagrada, (gameleira branca no Brasil).
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Egungun, Ancestral cultuado após a morte em Casas separadas dos Orixás.
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Iyami-Ajé, é a sacralização da figura materna, a grande mãe feiticeira.
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Omulu, Orixá da morte.
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Onilé, orixá do culto de Egungun.
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Onilê, orixá que carrega um saco nas costas e se apóia num cajado.
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Oxalá, orixá do Branco, da Paz, da Fé.
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OrixaNlá ou Obatalá, o mais respeitado, o pai de quase todos orixás, criador do mundo e dos corpos humanos.
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Ifá ou Orunmila-Ifa, Ifá é o porta-voz de Orunmila, orixá da adivinhação e do destino, ligado ao Merindilogun.
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Odudua, orixá também tido como criador do mundo, pai de Oranian e dos yoruba.
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Oranian, orixá filho mais novo de Odudua.
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Baiani, orixá também chamado Dadá Ajaká.
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Olokun, orixá divindade do mar.
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Olossá, orixá dos lagos e lagoas.
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Oxalufan, qualidade de Oxalá velho e sábio.
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Oxaguian, qualidade de Oxalá jovem e guerreiro.
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Orixá Oko, orixá da agricultura.
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África
Na África cada orixá estava ligado a uma cidade ou a uma nação inteira; tratava-se de uma série de cultos regionais ou nacionais.
Sàngó em Oyo, Yemoja na região de Egbá, Iyewa em Egbado, Ogún em Ekiti e Ondo, Òsun em Ilesa, Osogbo e Ijebu Ode, Erinlé em Ilobu, Lógunnède em Ilesa, Otin em Inisa, Osàálà-Obàtálá em Ifé, Osàlúfon em Ifon e Òságiyan em Ejigbo.
A realização das cerimônias de adoração ao Òrìsá é assegurada pelos sacerdotes designados para tal em sua tribo ou cidade.
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Brasil
No Brasil, existe uma divisão nos cultos: Ifá, Egungun, Orixá, Vodun e Nkisi, são separados pelo tipo de iniciação sacerdotal.
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O culto de Ifá só inicia Babalawos, não entram em transe.
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O culto aos Egungun só inicia Babaojés, não entram em transe.
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O Candomblé Ketu inicia Iaôs, entram em transe com Orixá.
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O Candomblé Jeje inicia Vodunsis, entram em transe com Vodun.
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O Candomblé Bantu inicia Muzenzas, entram em transe com Nkisi.
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Em cada templo religioso são cultuados todos os orixás, diferenciando que nas casas grandes tem um quarto separado para cada Orixá, nas casas menores são cultuados em um único (quarto de santo) termo usado para designar o quarto onde são cultuados os orixás.
Alguns orixás são só assentados no templo para serem cultuados pela comunidade, exemplo: Odudua, Oranian, Olokun, Olossa, Baiani, Iyami-Ajé que não são iniciados Iaôs para esses orixás.
A Iyalorixá ou o Babalorixá são responsáveis pela iniciação dos Iaôs e pelo culto de todo e qualquer orixá assentado no templo, auxiliada pelas pessoas designadas para cada função. 
Exemplo o Babaojé que cuida da parte dos Eguns e Babalosaim que é o encarregado das folhas.
Apesar de serem de origem daomeana, Nanã, Obaluaiyê, Iroko, Oxumarê e Yewá, são cultuados nas casas de nação Ketu, mas são muito raros os Iaôs que são iniciados, houve casos de passar vinte ou trinta anos sem se iniciar ninguém para esses orixás que são cultuados em locais separados dos outros.
Existem orixás que já viveram na terra, como Xangô, Oyá, Ogun, Oxossi, viveram e morreram, os que fizeram parte da criação do mundo esses só vieram para criar o mundo e retiraram-se para o Orun, o caso de Obatalá, e outros chamados Orixá funfun (branco).
Existem orixás que são cultuados pela comunidade em árvores como é o caso de Iroko, Apaoká, os orixás individuais de cada pessoa que é uma parte do orixá em si e são a ligação da pessoa, iniciada com o orixá divinizado; ou seja, uma pessoa que é de Xangô, seu orixá individual, é uma parte daquele Xangô divinizado, com todas as características, ou arquétipos.
Existe muita discussão sobre o assunto: uns dizem que o orixá pessoal é uma manifestação de dentro para fora, do Eu de cada um ligado ao orixá divinizado, outros dizem ser uma incorporação mas é rejeitada por muitos membros do candomblé, justificam que nem o culto aos Egungun é de incorporação e sim de materialização.
 Espíritos (Eguns) são despachados (afastados) antes de toda cerimônia ou iniciação do candomblé.
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Fonte de Pesquisa:
Wikipédia
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Deixando sempre muito claro que é uma pesquisa, se alguém quiser acrescentar algo é só deixar um contato e acrescentarei ao Blog com muito carinho.
Respeito a todas as religiões,  não temos mais tempo para  discussões,nosso Planeta esta passando por transformações muito evidentes, agora é  hora de nos unirmos , mesmo que sejamos diferentes.
Eu não vejo diferença em nada, quando eu for um espirito muito iluminado também acredito que não verei, vejo todos nós como crianças querendo aprender e as vezes discutindo pelo que não se deve discutir.
Precisamos nos unir para gerar forças de Amor, Luz, Paz, União, para todo nosso Planeta.
E lembre-se somos nós mesmos que provocamos guerra e Paz, de acordo com as emanações de nossos pensamentos de Luz ou escuridão.
Espero que tenham gostado!
Sejam sempre Bem Vindos (as).
Bjos!

Oriki de Iansã

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(Oríkì original em Yorubá traduzido para o Português).
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Oyà A To Iwo Efòn Gbé.
(Ela é grande o bastante para carrega o chifre do búfalo)
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Oyà Olókò Àra.
(Oyà, que possui um marido poderoso)
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Obìnrin Ogun,
(Mulher guerreira)
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Obìnrin Odé.
(Mulher caçadora)
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Oya Òrírì Arójú Bá Oko Kú.
(Oyà, a charmosa, que dispõe de coragem para morrer com seu marido)
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Iru Èniyàn Wo Ni Oyà Yí N Se, Se?
(Que tipo de pessoa é Oyà?)
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Ibi Oya Wà, Ló Gbiná.
(O local onde Oyà está, pega fogo)
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Obìnrin Wóò Bi Eni Fó Igbá.
(Mulher que se quebra ao meio como se fosse uma cabaça)
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Oyà tí awon òtá rí,
(Oyà foi vista por seus inimigos)
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Tí Won Torí Rè Da Igbá Nù Sì Igbó.
(E eles, assustados, fugiram atirando as bagagens no mato)
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Héèpà Héè, Oya ò!
(Eeepa He! Oh, Oyà!)
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Erù Re Nikan Ni Mo Nbà O.
(És a única pessoa que temo)
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Aféfé Ikú.
(Vendaval da Morte)
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Obìnrin Ogun, Ti Ná Ibon Rè Ní À Ki Kún
(A mulher guerreira que carrega sua arma de fogo)
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Oyà ò, Oyà Tótó Hun!
(Oh, Oyà, à Oyà respeito e submissão!)
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Oyà, A P’Agbá, P’Àwo Mó Ni Kíákíá,
(Ela arruma suas coisas sem demora)
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Kíákíá, Wéré Wéré L’ Oyà Nse Ti È
(Rapidamente Oyà faz suas coisas)
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A Rìn Dengbere Bíi Fúlàní.
(Ela vagueia com elegância, como se fosse uma nômade fulani)
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O Titi Tí Nfi Gbogbo Ará Rìn Bí Esin
(Quando anda, sua vitalidade é como a do cavalo que trota)
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Héèpà, Oya Olómo Mesan, Ibá Re Ò!
(Eeepa Oya, que tem nove filhos, eu te saúdo!)
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Fonte de Pesquisa:
Wikipédia

Oranyan

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Oranyan (também conhecido como Oranmiyan) foi um rei Yoruba da cidade de Ife, Nigéria. 
Era o filho mais novo de Oduduwa e foi o mais poderoso de todos, e mais famoso em toda nação Yoruba. Famoso como caçador e pelas grandes e numerosas conquistas.
 Foi o fundador do Reino de Oyo por volta de 1400. 
Em Ifé existe um monolito que tem o nome Opa Òrànmíyàn em sua homenagem.
Uma de suas mulheres, Torosi, que era filha de Elémpe, rei da nação Tapá (Nupe), foi a mãe de Xangô que mais tarde veio ser o Alaafin de Oyo no lugar de seu irmão mais velho Dadá Ajaká, Oranian colocou seu outro filho, Eweka, como rei de Benim, e se tornou o Óòni de Ifé.
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História
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Pierre Verger, em "Orixás, Editora Corrupio" descreve um Itan que fala do nascimento de Oranyan:
"Oranyan foi concebido em condições muito singulares, que sem dúvida, espantariam os geneticistas modernos. 
Uma lenda relata como Ogum, durante uma de suas expedições guerreiras, conquistou a cidade de Ogotún, saqueou-a e trouxe um espólio importante.
 Uma prisioneira de rara beleza chamada Lakanjê agradou-lhe tanto que ele não respeitou sua virtude. 
Mais tarde, quando Oduduwa, pai de Ogum, a viu, ficou perturbado, desejou-a por sua vez e fez dela uma de suas mulheres. 
Ogum, amedrontado, não ousou revelar a seu pai o que se passara entre ele e a bela prisioneira. 
Nove meses mais tarde, Oranyan nascia.
 O seu corpo era verticalmente dividido em duas cores. 
Era preto de um lado, pois Ogum tinha a pele escura, e pardo do outro, como Oduduwa, que tinha a pele muito clara... 
Essa característica de Oranyan é representada todos os anos em Ifé, por ocasião da festa de Olojó, quando o corpo dos servidores do Oòni é pintado de preto e branco.
 Eles acompanham Óòni de seu palácio até Òkè Mògún, a colina onde se ergue um monolito consagrado a Ogum.
 Essa grande pedra é cercada de màrìwò òpè, franjas de palmeiras desfiadas, e, nesse dia, os sacrifícios de cão e galo são aí pendurados. 
Óòni chega vestido suntuosamente, tendo na cabeça a coroa de Oduduwa. 
É uma das raras ocasiões, talvez mesmo a única do ano, em que ele a usa publicamente, fora do palácio. Chegando diante da pedra de Ogum, ele cruza por um instante sua espada com Osògún, chefe do culto de Ogum em Ifé, em sinal de aliança, apesar do desprazer experimentado por Odùduà quando descobriu que não era o único pai de Oranyan."
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Fonte de Pesquisa:
Wikipédia

Onilê

Ficheiro:Onile.jpg
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Onile - escultura de Carybé em madeira, em exposição no Museu Afro-Brasileiro, Salvador, Bahia, Brasil
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Onilê ou Onile é um orixá no culto Candomblé. Significa o dono da casa.
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(Não confundir com Onilé também chamada de Mãe Terra).
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Fonte de Pesquisa:
Wikipédia

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Onilé

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Onilé é um Orixá que representa a base de toda a vida, a Terra-Mãe, tanto na vida como na morte, se caracteriza por ser o princípio e representação coletiva dos elegun e Egungun.
 É o primeiro a receber as oferendas e a ser evocado nos ritos dos sacrifícios. 
Todo terreiro possui o acento de Onilé, um deles pode ser observado no centro do Barracão de (candomblé), denominado como o fundamento da casa ou simplesmente Axé da casa, onde todos sabiamente reverenciam este local. 
Também chamado pelo "Povo de santo" de Oluaye, Aiyê, Ilê e Sakpatá.
Em algumas tradições, Onilé é uma divindade feminina, representa a Mãe Terra (onde acolhe os ancestrais), Egungun. 
Conta-se que quando Olorum reuniu os orixás para dividir o poder sobre a criação entre eles, uma de suas filhas, Onilé, escondeu-se sob a terra. 
E acabou ganhando por este motivo poder e autoridade sobre ela. 
A primeira parte de todos os sacrifícios de (Ejé) sangue é sempre derramada sobre a terra, independente de para qual entidade ou divindade seja o sacrifício, este gesto é uma forma de lembrar e reconhecer o poder de Onilé. 
Tudo vem da terra e a ela retorna.
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Fonte de Pesquisa:
Wikipédia
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ONILÉ GANHOU O GOVERNO DO PLANETA TERRA
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  Assim a mitologia dos orixás nos conta como Onilé ganhou o governo do planeta Terra: Onilé era a filha mais recatada e discreta de Olodumare.
 Vivia trancada em casa do pai e quase ninguém a via.Quase nem se sabia de sua existência.
Quando os orixás seus irmãos se reuniam no palácio do grande pai para as grandes audiências em que Olodumare comunicava suas decisões, Onilé fazia um buraco no chão e se escondia, pois sabia que as reuniões sempre terminavam em festa, com muita música e dança ao ritmo os atabaques.Onilé não se sentia bem no meio dos outros.
Um dia o grande deus mandou os seus arautos avisarem: haveriauma grande reunião no palácio e os orixás deviam comparecer ricamente vestidos, pois ele iria distribuir entre osfilhos as riquezas do mundo e depois haveria muita comida, música e dança.
Por todos os lugares osmensageiros gritaram estaordem e todos se prepararam com esmero para o grande acontecimento.
Quando chegou por fim o grande dia, cada orixá dirigiu-se ao palácio na maior ostentação, cada um mais belamente vestido que o outro, pois este era o desejo de Olodumare.
 Iemanjá chegou vestida com a espuma domar, os braços ornados de pulseiras de algas marinhas, a cabeça cingida por um diadema de corais e pérolas, opescoço emoldurado por uma cascata de madrepérola. Oxóssi escolheu uma túnica de ramos macios, enfeitada de peles e plumas dos mais exóticos animais. Ossaim vestiu-se com um manto de folhas perfumadas.
Ogum preferiu uma couraça de aço brilhante, enfeitada com tenras folhas de palmeira.
Oxum escolheu cobrir-se de ouro, trazendo nos cabelos as águas verdes dos rios.
As roupas de Oxumarê mostravam todas as cores, trazendo nas mãos os pingos frescos da chuva.
Iansã escolheu para vestir-se um sibilante vento e adornou os cabelos com raios que colheu da tempestade.
Xangô não fez por menos e cobriu-se com o trovão.
Oxalá trazia o corpo envolto em fibras alvíssimas de algodãoe a testa ostentando uma nobre pena vermelha de papagaio.
E assim por diante. Não houve quem não usasse toda a criatividade para apresentar-se ao grande pai com a roupa mais bonita.
Nunca se vira antes tanta ostentação, tanta beleza, tanto luxo.
Cada orixá que chegava ao palácio de Olodumare provocava um clamor de admiração, que se ouvia por todas as terras existentes.
Os orixás encantaram o mundo com suas vestes.
Menos Onilé.
Onilé não se preocupou em vestir-se bem.
Onilé não se interessou por nada.
Onilé não se mostrou para ninguém.
 Onilé recolheu-se a uma funda cova que cavou no chão.
Quando todos os orixás haviam chegado, Olodumare mandou que fossem acomodados confortavelmente,sentados em esteiras dispostas ao redor do trono.
Ele disse então à assembléia que todos eram bem-vindos.
Que todos os filhos haviam cumprido seu desejo e que estavam tão bonitos que ele não saberia escolher entre eles qual seria o mais vistoso e belo.
Tinha todas as riquezas do mundo para dar a eles, mas nem sabia como começar a distribuição.
Então disse Olodumare que os próprios filhos, ao escolherem o que achavam o melhor da natureza, para coma quela riqueza se apresentar perante o pai, eles mesmos já tinham feito a divisão do mundo.
Então Iemanjá ficava com o mar, Oxum com o ouro e os rios.
A Oxóssi deu as matas e todos os seus bichos, reservando as folhas para Ossaim.
Deu a Iansã o raio e a Xangô o trovão.
Fez Oxalá dono de tudo que é branco e puro, de tudo que é o princípio, deu-lhe a criação.
Destinou a Oxumarê o arco-íris e a chuva.
 A Ogum deu o ferro e tudo o que se faz com ele, inclusive a guerra.
E assim por diante.
Deu a cada orixá um pedaço do mundo, uma parte da natureza, um governo particular.
Dividiu de acordo com o gosto de cada um.
E disse que a partir de então cada um seria o dono e governador daquela parte da natureza.
Assim, sempre que um humano tivesse alguma necessidade relacionada com uma daquelas partes da natureza, deveria pagar uma prenda ao orixá que a possuísse.
Pagaria em oferendas de comida, bebida ou outra coisa que fosse da predileção do orixá.
Os orixás, que tudo ouviram em silêncio, começaram a gritar e a dançar de alegria, fazendo um grande alaridona corte.
Olodumare pediu silêncio, ainda não havia terminado.
Disse que faltava ainda a mais importante das atribuições.
Que era preciso dar a um dos filhos o governo da Terra, o mundo no qual os humanos viviam e onde produziamas comidas, bebidas e tudo o mais que deveriam ofertar aos orixás.
Disse que dava a Terra a quem se vestia da própria Terra.
Quem seria? Perguntavam-se todos?
"ONILÉ", respondeu Olodumare.
"ONILÉ?" todos se espantaram.
Como, se ela nem sequer viera à grande reunião?
Nenhum dos presentes a vira até então.Nenhum sequer notara sua ausência.
"Pois ONILÉ está entre nós", disse Olodumare e mandou que todos olhassem no fundo da cova, onde se abrigava, vestida de terra, a discreta e recatada filha. Ali estava ONILÉ , em sua roupa de terra.
ONILÉ , a que também foi chamada de ILÊ , a casa, o planeta.
Olodumare disse que cada um que habitava a Terra pagasse tributo a ONILÉ , pois ela era a mãe de todos, o abrigo, a casa.
A humanidade não sobreviveria sem ONILÉ .
Afinal, onde ficava cada uma das riquezas que Olodumare partilhara com filhos orixás?
"Tudo está na Terra", disse Olodumare.
"O mar e os rios, o ferro e o ouro, Os animais e as plantas, tudo", continuou."Até mesmo o ar e o vento, a chuva e o arco-íris, tudo existe porque a Terra existe, assim como as coisas criadas para controlar os homens e os outros seres vivos que habitam o planeta, como a vida, a saúde, a doença e mesmo a morte". Pois então, que cada um pagasse tributo a ONILÉ , foi a sentença final de Olodumare.
ONILÉ , orixá da Terra, receberia mais presentes que os outros, pois deveria ter oferendas dos vivos e dos mortos, pois na Terra também repousam os corpos dos que já não vivem. ONILÉ , também chamada
 Aiê , a Terra, deveria ser propiciada sempre, para que o mundo dos humanos nunca fosse destruído.
Todos os presentes aplaudiram as palavras de Olodumare.
Todos os orixás aclamaram ONILÉ
. Todos os humanos propiciaram a mãe Terra.
E então Olodumare retirou-se do mundo para sempre e deixou o governo de tudo por conta de seus filhos orixás.
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Créditos do texto:
(Reginaldo Prandi)
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