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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Ferramentas da Magia

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As ferramentas
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As ferramentas trabalho do Iniciado (quando for o caso) ou o Mago, são:
Livro: representa a sabedoria.
Nele são escritos fundamentos, inúmeras formas de Rituais, tratados, pactos, receitas de trabalhos de magia e feitiços; o idioma varia conforme a importância, significado ou tipo de assunto, pode ser em hebreu, latin, português ou símbolos de significados importantes dentro da Magia.
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 Chicote: representa o poder dominador.
 Pode ser de qualquer material, mas a preferência é todo de couro.
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 Espada: representa o poder de defesa e ataque.
 Pode ser de qualquer metal e, o tamanho pode variar, desde pequena como usadas por antigos soldados romanos como grandes utilizadas nas forças armadas atuais.
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Corda: representa o poder de segurança, apoio e auto-controle; pode ser de qualquer material e deve dar duas voltas na cintura.
 A mesma é utilizada para apoiar a espada na cintura.
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Anel: representa a nobreza.
 Pode ser de qualquer metal, o mais indicado é que seja de prata e que possua uma ou mais pedras.
 Cores indicadas de pedras: preta, vermelha, branca ou verde.
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 Faca ou punhal: sem representação.
 Utilizada para diversos fins, o cabo sempre na cor branca, independente do material.
 Adja: não faz parte das ferramentas, contudo, se for do interesse do Iniciado ou Mago, poderá utilizar este instrumento em alguns Rituais.
 Pode-se utilizar tantos Adjas quanto desejar desde que o número de “bocas cantando”, somadas, não tenham uma quantia par.
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Trajes:
Não existem trajes obrigatórios para a prática da Magia Universal. 
O indicado é que, dependendo do Ritual, use-se roupas totalmente pretas ou totalmente brancas. 
Existem cores específicas para cada propósito, mas isto fica a critério individual.
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Dias de trabalho:
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Os Iniciados, Magos e Grão-Magos, bem como seus Guardiões, podem efetuar qualquer tipo de trabalho ou ritual, independente do dia e horário com exceção de: primeiro domingo de cada mês e os altos da Lua Minguante, ou seja, os dias que ficam entre o primeiro dia e o último dia da Lua Minguante.
 Nos dias considerados exceções, também chamados de “dias proibidos”, nada é feito dentro da Magia, por menor que seja e, caso o Guardião incorpore no Iniciado, Mago ou Grão-Mago, este não irá manifestar-se nestes dias.
Todos os Iniciados serão ensinados que devem buscar conhecimento sobre as Leis Estaduais e Municipais de onde quer que venham à trabalhar, que devem realizar seus Rituais e Trabalhos de forma que não agrida a natureza ou se for impossível, agir de forma que menos agrida a natureza.
 Receberão também, conhecimento de que as vias públicas devem ser utilizadas apenas em casos inevitáveis e de extrema emergência e, de que não devem utilizar materiais de vidro, barro, plástico, papel ou material de grande porte, assim como é totalmente contra os Fundamentos e Práticas da Magia Universal sacrificar ou despachar animais em vias públicas.
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Fonte de Pesquisa:
Wikipédia

Círculo Mágico

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O Círculo Mágico é usado por Magos e Bruxos de maneiras diferentes. 
Magos o utilizam para que mantenham entidades e espiritos do lado de fora, de forma a manter a segurança do mago. 
Já na Wicca é usado para manter a energia gerada durante um ritual ou feitiço dentro do círculo e para manter energias distintas do lado de fora, neste conceito o círculo não é usado para proteção mas para concentrar a energia gerada pelo Bruxo ou Coven.
A Wicca é uma religião diferente da grande maioria. 
Por seu caráter iniciático e sacerdotal, possibilita assim ao praticante uma conexão com o divino sem o intermédio de outrem, ou seja, sem o intermédio de Mestres ou "Papas". 
Também não possui templos sagrados, construídos com pedras pelas mãos do homem ou de qualquer outro material. Nosso grande templo sagrado seria o Universo, sendo nossa casa o Planeta Terra.
 Mas nossos deuses não se manifestam em qualquer espaço, para isso fazemos uso do Círculo Mágico.
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Fonte de Pesquisa:
Wikipédia

Caldeirão (Magia)

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O caldeirão simboliza o pincípio feminino, representando o útero da Deusa Mãe, de onde vem todas as coisas. 
Na Wicca é usado pelos wiccanos para queimar papéis com pedidos, agradecimentos e orações ou para fazer fogueiras.
Além disso, o caldeirão também simboliza a vida, pois é nele que se prepara o alimento, e desta associação, originou-se a lenda celta sobre o graal, pois em varias culturas européias fala-se em caldeirões ou "taças" mágicas que geram alimento ou bebida infinitamente.
Tradicionalmente o caldeirão possui três "pés" que representa as três faces da Deusa Tríplice: Donzela, Mãe e Anciã.
O caldeirão está ligado ao elemento Água que denota uma influência psíquica e do inconsciente.
O principal instrumento ritualístico utilizado pelos bruxos, ele simboliza desde a antiguidade o útero universal, ou seja, o útero da Grande Mãe, de onde tudo vem e para onde tudo retorna. 
Na prática é usado para transformar os feitiços através da queima de ervas, papeis, alimentos, líquidos e demais itens.
É normalmente preto e feito de ferro. 
Seu tamanho varia conforme o praticante optar.
 Representa no altar o elemento éter aquele que une todos os outros. 
É comum guardar instrumentos menores no caldeirão para protege-los ou esconde-los.
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Fonte de Pesquisa:
Wikipédia

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Yule (Wicca)

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Yule é uma celebração do Norte da Europa que existe deste dos tempos pré-Cristãos. 
Os pagãos Germânicos celebravam o Yule desde os finais de Dezembro até aos primeiros dias de Janeiro, abrangendo o Solstício de Inverno.
 Foi a primeira festa sazonal comemorada pelas tribos neolíticas do norte da Europa, e é até hoje considerado o inicio da roda do ano por muitas tradições Pagãs. 
Actualmente é um dos oito feriados solares ou Sabbats do Neopaganismo.
 No Neopaganismo moderno, o Yule é celebrado no Solstício de Inverno, por volta de dia 21 de Dezembro no hemisfério Norte e por volta do dia 21 de Junho no hemisfério Sul.
Na Península Ibérica é costume festejar-se o Yule Ibérico, organizado conjuntamente pela Ordem Portuguesa de Wicca e pela Ordem Espanhola de Wicca.
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Fonte de Pesquisa:

Samhain

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Samhaim (em irlandês Samhain, gaélico escocês Samhuinn, manês Sauin e em gaulês Samonios) era o festival em que se comemora a passagem do ano dos celtas.
 Marca o fim do ano velho e o começo do ano novo. O Samhain inicia o inverno, uma das duas estações do ano dos celtas.
 O início da outra estação, o verão, é celebrado no festival de Beltane. Este festival, Samhain, é chamado de Samonios na Gália. 
Segundo alguns autores, grande parte da tradição do Halloween, do Dia de Todos-os-Santos e do Dia dos fiéis defuntos pode ser associada ao Samhaim. 
O Samhaim era a época em que acreditava-se que as almas dos mortos retornavam a suas casas para visitar os familiares, para buscar alimento e se aquecerem no fogo da lareira.
Alguns autores acham que não existe nenhuma evidência que relacione o Samahin com o culto dos mortos e que esta crença se popularizou no século XIX. 
Segundo o relato das antigas sagas o Samhain era a época em que as tribos pagavam tributo se tivessem sido conquistadas por outro povo.
 Era também a época em que o Sídhe deixava antever o outro mundo. 
O fé-fiada, o nevoeiro mágico que deixava as pessoas invisiveis, dispersava no Samhain e os elfos podiam ser vistos pelos humanos. 
A fronteira entre o Outro Mundo e o mundo real desaparecia.
 Uma das datas do calendário lunar celta de Coligny pode ser associada ao Samhain. 
No 17º dia do mês lunar Samon, a referência *trinox Samoni sindiu é interpretada como a data da celebração do Samhain ou do solstício de Verão entre os Gauleses.
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A palavra Samhain significa fim de verão e deriva de duas palavras "samh",verão, e "fuin", fim.
 O mês de Novembro é chamado em Irlandês de "Mí na Samhain".
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Samhain atualmente 
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Hoje ainda é comemorado e sobreviveu à cristianização através do halloween, ou dia das bruxas, onde as crianças pedindo doces representam os sidhs que passavam do outro mundo para este nesta noite.
Os praticantes de diversas religiões inclusive neopagãs celebram-no, como por exemplo o Druidismo. 
Ele é celebrado no dia 31 de Outubro no hemisfério norte e 30 de abril no hemisfério sul. 
Essa diferença existe porque as estações são invertidas de um hemisfério para o outro.
Esta era a celebração de "ano novo" dos Celtas e ainda hoje se encontra grupos que celebram e assim o consideram, como o fim do ano.
Esta ligado ao culto aos Ancestrais, tão importante na espiritualidade Celta, e aqui os mortos queridos, podem bailar conosco e dividir nossa ceia sagrada, pois é nesta noite que as cortinas do Outro Mundo estão abertas.
Os Celtas não acreditavam em demónios, mas determinadas entidades magicas eram consideradas hostis para os humanos, seus animais e colheitas. 
Deste modo muitas pessoas pregavam partidas aos seus vizinhos, como trocar os gados por figuras humanoides, para assustar, ao qual se tornou muito famosa a Jack o'Lantern ou a famosa abóbora iluminada de Halloween.
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Na Galiza e norte de Portugal 
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O Samhain é uma festa associada ao ciclo anual do sol que faz parte do Património Imaterial Galego-Português. 
A recuperação da tradição do Samhain envolve várias escolas que promovem atividades que por sua vez são inseridas na promoção da candidatura a Património Imaterial.
Diversas aldeias na Galiza começaram a recuperar as celebrações apoiadas pela recolha de testemunhos e documentos sobre as antigas tradições locais 
Provavelmente o Magusto seja o herdeiro direto no território da velha Gallaecia do antigo Samhain, conservado ainda hoje com o seu ritual culinário específico no que as castanhas fazem uma parte importante do mesmo.
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Brasil 
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Muitos grupos de neopaganismo e Druidismo ainda celebram este Festival, e no Brasil não é diferente. Sendo dentro de casa ou em matas fechadas, a 1 de maio pode-se notar a aura de Samhain rodando a noite, convidando para a fogueira.
Aqui as celebrações ainda são discretas e reservadas aos pequenos grupos, nada público, mas isso pode mudar.
Existe um grupo que por respeito à sua língua mãe (o português), e por desconhecimento das tradições do Magusto, traduz o nome do Festival de Samhain para "Noite dos Antepassados", o que é bastante aceitável e comum.
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Fonte de Pesquisa:
Wikipédia

Roda do Ano (Wicca)

Ficheiro:Wheel of the Year.svg
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A Roda do Ano no hemisfério norte. No hemisfério sul, estas festas são comumente deslocadas por seis meses para coincidir com as estações locais.
Créditos da Imagem:
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A Roda do Ano é o que simboliza a concepção de tempo dos pagãos e principalmente a dos Celtas e que era um tanto quanto diferente da atual. 
Eles não viam o tempo de forma linear, mas circular, cíclico. 
Seus calendários levavam em conta não só o ciclo solar, como é o nosso, mas também o ciclo lunar. Originários da tradição celta, os Sabbats ocorrem oito vezes ao ano, levando-se em conta a posição da Terra com relação ao Sol: Equinócios e Solstícios. Nessas ocasiões, na Wicca, são homenageadas duas divindades: a Deusa Mãe, ou simplesmente a "Deusa", que simboliza a própria terra, e o Deus Cornífero, O Gamo Rei, protetor dos animais, dos rebanhos e da vida selvagem. Já em outros ramos do Paganismo, outros Deuses são adorados, pois que nem todos tem essas duas únicas figuras centrais.
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Ficheiro:Wheel of the Year.JPG
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Pintura da Roda do Ano no Museu de Bruxaria, Cornualha, Inglaterra, Reino Unido, exibindo todos os oito Sabás.
Créditos da Imagem:
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Os Wiccanos celebram diversos festivais sazonais do ano, que são conhecidos como Sabás; estas reuniões são geralmente conhecidas como Roda do Ano e festejam as estações anuais e suas colheitas.
Wiccanos mais ecléticos, ou até mesmo os adeptos do Gardnerianismo, celebram um conjunto de oito Sabás, enquanto em outros grupos, como o Clan of Tubal Cain, eles celebram somente quatro.
 Os quatro Sabás que são comuns a todos esses grupos são conhecidos como cross-quarter day, e geralmente são referidos como Grandes Sabás. 
Sua origem provém dos antigos celtas da Irlanda, e possivelmente de outras regiões da Europa ocidental. Nos livros The Witch-Cult in Western Europe (1921) e The God of the Witches (1933) da egiptologista Margaret Murray, interessada no histórico Culto Bruxo, ela afirma que estes quatro festivais de cristianização tinham sobrevivido e haviam sido celebrados na religião pagã de bruxaria. 
Consecutivamente, quando a Wicca começou a se desenvolver na década de 1930 e na década de 1960, muitos grupos, como o de Gerald Gardner, adotaram a comemoração desses quatro Sabás descritos por Murray. Gardner fez uso dos nomes em inglês desses feriados, dizendo que "os quatro grandes Sabás são o Candlemass, May Eve, Lammas, e o Halloween; os equinócios e solstícios também são celebrados."
Os outros quatro festivais comemorados por grande parte dos wiccanos são conhecidos como Sabás Menores, que compreendem o solstícios e os equinócios, foram adotados somente em 1958 por membros do coven Bricket Wood, antes de influenciarem e serem adotados por outros membros da tradição de Gardner, e eventualmente a Tradição Alexandrina e o Dianismo. 
Os atuais nomes desses feriados foram retirados dos festivais do paganismo germânico e do politeísmo celta. 
No entanto, os festivais não são de reconstrução na natureza nem muitas vezes se assemelham a suas contrapartes históricas, em vez de exibir uma forma de universalismo. 
As observações dos rituais podem mostrar a influência cultural dos festivais a partir dos nomes que tomaram, bem como a influência de outras culturas independentes.
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Fonte de Pesquisa:

Wicca (Parte 2)

Ficheiro:Witches.jpg
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Goya, O Grande Bode (1821-1823). 
O Culto Bruxo afirma que essas histórias são baseadas em um antigo culto pagão que reverenciava um deus cornífero, mas não o Satã.
Créditos da Imagem: 
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Origem e Crescimento, 1921 - 1959
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Desde meados do século XX, a Bruxaria tornou-se a autodesignação de uma sucursal do neopaganismo, especialmente na tradição Wicca, cujo pioneiro foi Gerald Gardner, que alegava ter resgatado uma antiga tradição religiosa da bruxaria com raízes pré-cristãs (alguns wiccanos dizem que é a mais antiga religião do mundo).
 Na década de 1920 e na década de 1930, a egiptóloga Dr. Margaret Murray publicou diversos livros influentes detalhando suas teorias de que as bruxas e bruxos caçados durante a Idade Média não eram, como alegavam seus perseguidores cristãos, adeptas do Satanismo, mas simpatizantes de uma religião pagã pré-cristã que adorava um deus cornífero — o Culto Bruxo.
 Antes de Murray, nomes como Girolamo Tartarotti, Matilda Joslyn Gage, Jacob Grimm, Karl Pearson, Jules Michelet e Charles Leland já escreviam linhas ou livros inteiros sobre o contraste entre as duas religiões na Idade Média e Renascimento.
 Embora nos dias de hoje a pesquisa histórica aprofundada tenha desacreditado de Murray, suas teorias foram amplamente aceitas e apoiadas na época.
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Nos anos 30, apareceu a primeira evidência de uma prática pagã de religião de bruxaria (o que hoje é reconhecida como Wicca) na Inglaterra. 
Diversos grupos em todo o país, em lugares como Norfolk,e Cheshire  se auto-proclamaram continuadores da tradição do Culto Bruxo de Murray, embora estivessem abertos a influências de diversas outras fontes, tais como a Magia Cerimonial, a Maçonaria, a Teosofia, o Romantismo, o Druidismo, a mitologia clássica e as religiões asiáticas.
A Bruxaria tornou-se mais proeminente, contudo, na década de 1950 com a revogação da Lei de Feitiçaria de 1735, da qual diversas figuras, como Charles Cardell, Cecil Williamson e notavelmente Gerald Gardner, começaram a propagar suas próprias versões do ofício. 
Gardner foi iniciado no New Forest coven em 1939, antes de formar sua própria tradição, mais tarde chamada Gardnerianismo. 
Sua tradição, auxiliada por sua Alta Sacerdotiza Doreen Valiente e com a publicação de seus livros 
A Bruxaria Hoje (1954) e O Sentido da Bruxaria (1959), logo se tornou a tradição dominante no país, e se espalhou para outras regiões das Ilhas Britânicas.
São comuns os boatos de que o verdadeiro autor por detrás dos escritos de Gerald Gardner, tenha sido o mago inglês Aleister Crowley. 
Contudo, não existem evidências que dêem sustentação a esta teoria. 
Por outro lado, Gardner não apenas foi um membro iniciado de VIIº da Ordo Templi Orientis (ordem liderada e reformada por Crowley de uma academia maçônica para uma organização indepentende seguidora da filosofia conhecida como Thelema) como recebeu autorização para liderar os trabalhos da Ordem na Inglaterra.
Com isto, é clara a herança thelemica dentro da Wicca. 
O postulado "faze o que tu queres desde que não faças mal a ninguém" é facilmente percebido como uma adaptação do primeiro postulado da Lei de Thelema: "Faze o que tu queres será o todo da Lei". 
Fora isso, trechos de rituais da Wicca Gardneriana. são cópias literais de trechos de ritos thelemicos .
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Fonte de Pesquisa:

Wicca ( Parte 1 )

Ficheiro:The Spiral Pentacle by SingingGandalf.jpg
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Este pentáculo, usado como pingente, representa um pentagrama circunscrito, usado como símbolo da Wicca por muitos adeptos.
Créditos da Imagem:
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Wicca é uma religião neopagã influenciada por crenças pré-cristãs e práticas da Europa ocidental que afirma a existência do poder sobrenatural (como a magia) e os princípios físicos e espirituais masculinos e femininos que interam a natureza, e que celebra os ciclos da vida e os festivais sazonais, conhecidos como Sabbats, os quais ocorrem, normalmente, oito vezes por ano.
 Autoridades como Alex Sanders referem-se a ela como religião natural, "a mais antiga do mundo".
É muitas vezes referida como Witchcraft (em português: "bruxaria") ou the Craft por seus seguidores, que são conhecidos como Wiccanos ou Bruxos. 
Suas origens contestadas residem na Inglaterra no início do século XX, mas foi popularizada nos anos 50 por Gerald Gardner, que na época chamava a religião de "culto às bruxas" e "bruxaria", e seus seguidores "a Wica".
 A partir dos anos 60 seu nome foi normalizado para "Wicca".
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A Wicca é uma religião politeísta, de culto basicamente dualista, que crê tradicionalmente na Mãe Tríplice e no Deus Cornífero, ou religião matriarcal de adoração à Deusa mãe. 
Estas duas deidades são muitas vezes vistas como faces de uma divindade panteísta maior, ou que se manifestam como várias divindades politeístas. 
A Wicca também envolve a prática ritual da magia, em grande parte influenciada pela magia cerimonial do passado, muitas vezes em conjunto com um código de moralidade liberal conhecida como a Wiccan Rede, embora não seja uma regra. 
Embora algumas tradições adorem o celta Cernunnos, símbolo da virilidade, e por vezes seja confundida com Satanismo, os wiccanos não creem em Lúcifer ou em Satã.
Existem diversas tradições dentro da Wicca. 
Algumas, como a Wicca Gardneriana e a Alexandrina, seguem a linhagem iniciática de Gardner; ambas são frequentemente denominadas de wicca tradicional britânica, e muitos dos seus praticantes consideram que o termo "Wicca" possa ser aplicado unicamente a elas. 
Outras, como o cochranianismo, Feri e a Tradição Diânica, tomam como principal influência outras figuras e não insistem em qualquer tipo de linhagem iniciática. 
Alguns destes não usam o termo "Wicca", preferindo "Bruxaria", enquanto outros crêem que todas estas tradições podem ser consideradas wiccanas
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Fonte de Pesquisa:

Lei Tríplice

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A Lei Tríplice ou Lei de Três, comumente usada na Wicca, é a única lei desta religião, que dita: 
"Tudo o que fizeres voltará em triplo para ti", sendo aplicada tanto na própria execução da mesma, quanto nos aspectos gerais da vida. 
Normalmente, o bruxo praticante da wicca usa esta regra no dia-a-dia, associando-a a um meio de vida. Um exemplo no dia-a-dia não somente do praticante Wicca, é se você der amor, terá amor triplicado. 
Se enviar negatividade, terá negatividade triplicada.
Um wiccaniano tendo em mente a Lei Tríplice, ou Lei de Três, tem consciência dos seus atos para não praticar algo prejudicial a outra pessoa ou ambiente, pois este sabe que receberá a consequência de seus atos triplicado. 
A Lei Tríplice é a "lei da magia" mais famosa que existe na comunidade Wicca, pois esta "limita" os praticantes de cometerem atos ilícitos a si e aos outros. 
Ligada a esta, está a Lei de Ouro: "Faze aos outros o que queres que te façam", lembrando uma menção famosa: "Ame o próximo como ama a ti mesmo"
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Fonte de Pesquisa:

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Magia ( Parte 2 )

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Prática da Magia
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A prática da magia requer o aprendizado (pelo iniciado, pelo xamã, pelo sacerdote, etc.) de diversas técnicas de autocontrole mental, como a meditação e a visualização.
 Franz Bardon, proeminente mago do século XX, afirmava que tais exercícios tem como objetivo equilibrar os quatro elementos presentes na psique do mago, condição indispensável para que o praticante pudesse se envolver com energias mais sutis, como a evocação e a invocação de entidades, espíritos e elementais (seres da Natureza), dentro de seu círculo mágico de proteção.
Outras práticas mágicas incluem rituais como o de iniciação, o de consagração das armas mágicas, a projeção astral, rituais festivos pagãos de celebração, manipulação de símbolos e outros com objetivos particulares.
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Magia Contemporânea e Teosofia
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A magia contemporânea encontra raízes no trabalho de iniciados como Eliphas Levi e Papus. A Teosofia, ou a moderna Teosofia, tem como um de seus fundadores Helena Petrovna Blavatsky, que foi buscar no oriente a fonte de seu importante sistema filosófico.
Este sistema não se apresenta exatamente como os sistemas utilizados pelos estudiosos de magia, mas, antes, pretende transmitir o conhecimento esotérico universal que estaria contido em toda e qualquer tradição filosófica ou religiosa.
Blavatsky considera, por exemplo, que todos os homens são magos no sentido último da palavra, pois todos podem utilizar o divino poder criador, seja através do pensamento, palavra ou ação.
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Magia Universal
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A Magia Universal pode ser definida como: Ato de manipular energias espirituais, utilizando-se de toda e qualquer forma de Magia existente, independente de sua origem, através de objetos de qualquer natureza, ações ou reações, com objetivo de alcançar desejos próprios ou de terceiros.
Objetivos na Magia Universal de acordo com seus seguidores: Auto-conhecimento, auto-controle, elevação espiritual e intelectual, equilíbrio social e emocional, domínio do próprio destino, tanto no Mundo Carnal quanto no futuro Mundo Espiritual;
Código de Ética da Magia Universal: Sinceridade, verdade, humildade, respeito aos seus fundamentos e práticas religiosas e aos demais segmentos religiosos independente de sua origem, respeito à todo ser humano ou espiritual independente de sua posição social, raça ou crença; Proteger os fundamentos secretos da Magia Universal e a todos ligados a ela, direta ou indiretamente quando assim solicitarem sigilo; Não influenciar terceiros em sua decisão de iniciar-se ou não na Magia Universal;
Em qualquer momento que citamos o sujeito como masculino, também serve para o feminino, ou seja, qualquer degrau da Magia Universal, pode ser ocupado tanto por homens quanto por mulheres, independente de sua cor, raça, ocupação social ou opção sexual.
Nesta doutrina os adeptos são conhecidos como:
Mestre: aquele que é chefe de seu Clã, ou seja, o Mago;
Discípulos: aqueles que seguem as orientações e ensinamentos de seu Mestre.
O Mestre chama todos os integrantes de seu Clã de discípulos, jamais chama-os de “filhos”.
Os Discípulos chamam o Mago do Clã de Mestre, jamais de Pai ou Mãe; Não existem padrinhos ou madrinhas, apenas testemunhas de Ritual; Não existem beijos nas mãos como “pedido de benção”, a forma de saudação entre os integrantes, independente de seu degrau, é um aperto de mão estendido, ou seja, a mão de um aperta o antebraço do outro; Em virtude de não haver o tratamento e simbolismo de “família” dentro da Magia Universal, podem existir relações de qualquer natureza entre seus integrantes, Discípulos com Discípulos e Discípulos com Mestre.
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Fonte de Pesquisa:

domingo, 19 de maio de 2013

Magia ( Parte 1 )

Ficheiro:John William Waterhouse - Magic Circle.JPG
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"Círculo mágico", pintura de John William Waterhouse
Créditos da Imagem:
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Magia (não confundir com mágica ou truque) antigamente chamada de Grande Ciência Sagrada pelos Magos, é uma forma de ocultismo que estuda os segredos da natureza e a sua relação com o homem, criando assim um conjunto de teorias e práticas que visam ao desenvolvimento integral das faculdades internas espirituais e ocultas do Homem, até que este tenha o domínio total sobre si mesmo e sobre a natureza. 
A magia tem características ritualísticas e cerimoniais que visam entrar em contato com os aspectos ocultos do Universo e da Divindade. 
A etimologia da palavra Magia, provém da Língua Persa, magus ou magi, que significa sábio.
 Da palavra "magi" também surgiram outras tais como "magister", "magista", "magistério", "magistral", "magno", etc.
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Origem e história
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Há registros de práticas mágicas em diversas épocas e civilizações.
Supõe-se que o caçador primitivo, entre outras motivações, desenhava a presa na parede da caverna antevendo o sucesso da caça.
Posteriormente adquiriu o ritual de enterrar os mortos e nomeou as forças da natureza que desconhecia, dando origem à primeira tentativa de compreensão da realidade, o que chamamos de mito.
Segundo o Novo Testamento bíblico, por exemplo, são três magos os primeiros a dar as boas vindas a Jesus recém-nascido.
No Velho Testamento, há a disputa mágica entre Moisés e os Magos Egípcios.
Nos Vedas, no Bhagavad Gita, no Alcorão, nos diversos textos sagrados existem relatos similares.
Praticamente todas as religiões preservaram suas atividades mágicas ritualísticas, que se confundem com a própria prática religiosa - a celebração da Comunhão pelos católicos, a incorporação de entidades pelos médiuns espíritas, a prece diária do muçulmano voltado para Meca ou ainda o sigilo (símbolo) do caboclo riscado no chão pelo umbandista.
Os antigos acreditavam no poder dos homens e que através de magia eles poderiam comandar os deuses. Assim, os deuses são, na verdade, os poderes ocultos e latentes na natureza.
Durante o período da Inquisição, os magos foram perseguidos, julgados e queimados vivos pela Igreja Católica, pois esta acreditava que a magia estava relacionada com o diabo e suas manifestações.
A magia, segundo seus adeptos, é muitas vezes descrita como uma ciência que estuda todos os aspectos latentes do ser humano e das manifestações da natureza.
Trata-se assim de uma forma de encarar a vida sob um aspecto mais elevado e espiritual.
Os magos, utilizando-se de atividades místicas e de autoconhecimento, buscam a sabedoria sagrada e a elevação de potencialidades do ser-humano.
A magia é também a ciência de simpatia e similaridade mútua, como a ciência da comunicação direta com as forças sobrenaturais, um conhecimento prático dos mistérios ocultos na natureza, intimamente relacionada as disciplinas ditas ocultas, como o hermetismo do antigo Egito, como a Alquimia, a Gnose, a Astrologia.
Para Aleister Crowley, é "a arte de provocar mudanças a partir da vontade"
No final do século XIX ressurgiu, principalmente após a publicação do livro A Doutrina Secreta, de Helena Petrovna Blavatsky e pela atuação da Ordem Hermética do Amanhecer Dourado (Hermetic Order of the Golden Dawn), na Inglaterra, que reviveu a magia ritualística e cerimonial.
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Fonte de Pesquisa:
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