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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Olokun ( Parte 1 )

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África 
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Na Mitologia Yoruba, Olóòkun ou Olokun - No Benin é considerado como do sexo masculino e em Ifé como sendo do sexo feminino, divindade do mar.
Depois (Olo) dos Oceanos (Okun).
Olokun é o Orixá Senhor do mar, é andrógino, metade homem e metade-peixe, de caráter compulsivo, misterioso e violento.
Tem a capacidade de transformar.
É assustador quando irritado.
Na natureza é simbolizado pelo mar profundo e é o verdadeiro dono das profundezas do presente, onde ninguém jamais esteve.
Representa os segredos do fundo do mar, como ninguém sabe o que está no fundo do mar, apenas Olokun. Também representa a riqueza do fundo do mar e da saúde.
Olokun é um dos Orixás mais perigoso e poderoso do culto aos Orixás.
Diz-se que ele foi acorrentado ao fundo do oceano, quando ele tentou matar a humanidade com o dilúvio. Sempre retratado com escudo.
 Seu culto é na cidade de Lagos, Benin e Ile Ifé.
Seu nome vem do yorubá Olokun (Olo: Depois - Okun: Mar).
Representa a riqueza dos fundos marinhos e a saúde.
Todo os Babalaôs devem cultuá-lo e sempre deve ser assentado com suas 18 ninfas que são suas esposas, as 9 Olossás e as 9 Olonas.
Elas são ninfas da água, representa os rios, córregos, lagoas, cachoeiras, nascentes, lagoas, extensões marinhos e de águas pluviais.
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Brasil
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No Brasil é cultuada como mãe de Iemanjá e dona do mar (Olokun).
É cultuada nas casas de candomblé tradicionais, mas não toma parte nas festas, não são entoados cânticos no "xirê", assim como acontece com outros orixás (Orunmila, Oduduwa).
São assentados mas não são "iníciados" iawos para estes orixás.
Com a vinda de sacerdotes africanos para o Brasil, hoje tenta-se resgatar o culto, porém sem identificação pelos fiéis.
Talvez por não se ter conhecimento e sincretismo.
É homenageada durante a Festa de Iemanjá.
Em cuba Olokun foi ligado no fundo do oceanos por Oxalá pra evitar que com sua força fizesse calamidades.
 No vodum cubano uma entidade que pode ser como Orokun é Nanã Buruku que representa o principio e a mãe de Iemanjá.
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Fonte de Pesquisa:

Iemanjá ( Parte 9 )

Ficheiro:Oferenda para Yemanja.JPG
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Assentamentos de Yemanjá 
No candomblé do Ile Ase Ijino Ilu Orossi.
Créditos da Imagem : Toluaye - Wikimédia Commons
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Igba Yemanjá
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Igba yemanjá ou assentamento de yemanjá como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com materiais de porcelana, louça ou cristal, geralmente na cor branca, mas podendo ser de cores variadas dependendo da qualidade.
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Confecção
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Dentro de uma terrina de porcelana, louça ou cristal são dispostos vários apetrechos, são encontrados uma média de nove (9) ou dezesseis (16): búzio, pérola de agua doce e salgada, obis, fava de yemanjá aridan moedas de prata, confirmando sua ligação com o odu ossá, e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixás, o otá, tudo isso conservado com azeite doce, manteiga de karité chamado de ori ou limo da costa e mel de abelha.
A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana, sobre dois (2) pratos que servirá de apoio e mais oito (8) devidamente equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais, ornados com conchas e vários cristais que termina em pirâmides de seis lados e conservados em água dentro do vaso do mesmo material.
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Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixás ou Iyalorixas.
Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.
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Fonte de Pesquisa:

Iemanjá ( Parte 8 )

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Iemanjá no Xambá
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Yemanjá no Xambá - Seu nome Yèyé Omo Ejá significa mãe cujos filhos são peixes.
 É um orixá feminino das águas dos mares, oceanos ou do encontro do rios e mares.
Mãe da maioria dos orixás, representada como uma matrona de seios volumosos, símbolo de maternidade fecunda e nutritiva. É a dona dos oris (cabeças).
Na Nação Xambá no mês de dezembro oferecem flores brancas no mar, não se oferece panela para Yemanjá.
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As pessoas filhas desse orixá são voluntariosas, fortes, rigorosas e altivas.
mês dedicado a Yemanjá é maio.
dia da semana é o sábado.
cor da roupa azul claro com branco
guia de Miçangas transparentes.
Saudação: Odô Miô.
Ferramenta: abebé (lua e estrela).
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Fonte de Pesquisa:

Iemanjá ( Parte 7 )

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Iemanjá no Batuque
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Iemanjá no Batuque, divindade das águas salgadas, dos mares e oceanos, Orixá que gera o movimento das águas, Deusa da pérola.
Protetora dos pescadores e marinheiros. Senhora dos lares, que traz paz e harmonia para toda a família. Dona do pensamento, por isso é a ela que recorremos para solucionar problemas de depressão e de instabilidade emocional.
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As Qualidades de Yemanjá no Ijexá:
Olo-bomí - na África é mulher de Obatalá;
Bomi - ligada a Jobokun e Orunmilà;
Bocí - ligada a Obokun.
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As Qualidades de Yemanjá no Nagô:
Iyáogunté - ligada a Ogun Alagbede;
Iyásagbá - ligada a Oxalufã e Orunmilà;
Iyásesu - ligada a Olokun e Obaluayê;
Iyá Atará Mogbá - ligada ao rio;
Yeyemowo - da terras de Ifé ligada a Obatalá;
Iyámasémalé - das terras de Oyó ligada a Xangô;
Maiylewá - da terras de Ijexá, ligada a Ossain.
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As ervas de yemanjá são: rosa branca, palma, erva sta Lúzia e sta Bárbara, chapéu de couro, açucena, pata e unha de vaca, fruta da condessa, algas marinhas coco do iri, e outros mais.
Seu corte come, cabra, galinhas brancas, angola, pomba.
As comidas: canjica branca no dendê, arroz com mel, manjar, champanhe,vinho branco, peixe assado na folha de banana.
A maior quizila de yemanjá é a poeira e o sapo e seu feitiche é a pedra polida pelas águas; a sua saudação nos búzios "Eru Yá" quer dizer Salve sra. do cavalo marinho.
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Fonte de Pesquisa:

Iemanjá ( Parte 6 )

Ficheiro:Iemanja.JPG
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Estátua de Iemanjá
Créditos da Imagem :
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Iemanjá na Umabanda
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Mãe Iemanjá, Deusa das Águas e Rainha do Mar. Sincretizada com Nossa Senhora da Conceição. Iemanjá é o orixá feminino mais popular do Brasil, e um dos mais reverenciados, tida como mãe de vários orixás. Também conhecida como Janaína, Inaê, e Princesa de Aioká (como os negros bantos chamavam o fundo do mar). Formosa e vaidosa, a deusa de cabelos longos e perfumados, gosta de receber flores, água de cheiro, pente e espelho.
Poderosa e vasta como as águas oceânicas, Iemanjá é a dona das cabeças, por isso sua presença é fundamental na cerimônia do Bori no Candomblé.
É considerada a grande mãe, a energia feminina que gera e cuida dos seus filhos, também protege os lares e a família.
Na Umbanda, geralmente é representada na forma de uma sereia, onde é tida como a Sereia Rainha do Mar.
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Comemorações no Brasil
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Em São Paulo, a maior comemoração é no dia 8 de dezembro, na Praia Grande.
No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina a comemoração é no dia 2 de fevereiro, onde, Iemanjá é sincretizada com Nossa Senhora dos Navegantes.
As cerimônias são comumente feitas à beira-mar, no litoral gaúcho. Também ocorrem em rios, como em Porto Alegre (Rio Guaíba).
No Rio de Janeiro a festa de Iemanjá é comemorada nos dias 30 e 31 de dezembro, na manhã da véspera do Ano Novo para evitar um maior congestionamento nas praias e ruas.
As oferendas lançadas ao mar para a orixá contam de palmas e rosas nas cores branca e rosa, é seu dia e sábado.
No Ceará é comemorada no dia 15 de agosto, devido a mesma data ser dia de Nossa Senhora da Assunção padroeira da cidade de Fortaleza.
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Festa de Iemanjá em Teresina
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Na cidade de Teresina (Piauí)) um dos maiores centros de Umbanda, Encantaria e Terecô do Brasil, todos os anos, em fevereiro, vários fiéis ocupam o antigo cais do Rio Parnaíba no centro de Teresina, levando velas brancas e azuis, flores, água de cheiro e outros presentes para agradar Iemanjá, tida como a Mãe d'água (folclore) pelos cultos afro-brasileiros.
A deusa das águas também é homenageada às margens do Rio Poti, na zona nobre de Teresina.
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Histórias e Lendas
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Ao chegar ao Brasil, Iemanjá, passando a ser cultuada também na Umbanda, deixou de ter a imagem negra e africanizada do Candomblé, ganhando a simpatia popular com a imagem de uma linda e sedutora mulher branca de cabelos negros, lisos e compridos, olhos azuis, boca pequena com lábios de rubi, rosto rosado, seios volumosos, tendo as mãos abertas deixando cair pérolas sobre as águas.
Nas noites enluaradas, quando a superfície do mar calmo reflete os raios prateados, ela sai do seu reino encantado nas profundezas do oceano, e vem a flor da água entoar cantos maviosos e tristes que seduzem qualquer marinheiro desavisado.
Seus cabelos lisos e longos derramam-se sobre as ondas mansas e refulgentes, sendo penteados por uma falange de sereias.
 É o mar com seus mistérios e fascínios.
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Linha e Falanges
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O duplo gerante, que reflete o princípio que atua na natureza ou o eterno feminino, divindade da fecundação ou gestação.
Tem seu reino fundamentado no mar e como sincretização Maria, de onde vem a palavra "mar" e de onde emana a vida.
Tem como dirigentes as caboclas Iara, Indaiá, Iansã, Estrela do Mar, Sereia do Mar, Oxum e Nanã Buruquê, e como guardiã da esquerda a Pomba-Gira.
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Informações Litúrgicas
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Saudações: odoyá, odociaba, odo-fe-iabá, saravá sereia, auê!
Domínios: todas as águas, principalmente o mar.
Dias: segunda-feira na Umbanda e sábado no Candomblé.
Astro regente: Lua
Signo: câncer
Metal: prata
Pedra preciosa: água-marinha ou ágata
Flores: rosas brancas ou miosótis
Cores: branco na Umbanda e azul no Candomblé.
Comidas: manjar branco, peixe
Quizilas: poeira e sapo
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Fonte de Pesquisa:

domingo, 19 de maio de 2013

Iemanjá ( Parte 4 )

Ficheiro:Presente para Iemanja Praia do Rio Vermelho3.jpg
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Imagem de Iemanjá na oferenda
Créditos da Imagem :
Festa do Rio Vermelho
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A tradicional Festa de Iemanjá na cidade de Salvador, capital da Bahia, tem lugar na praia do Rio Vermelho todo dia 2 de Fevereiro.
 Na mesma data, Iemanjá também é cultuada em diversas outras praias brasileiras, onde lhe são ofertadas velas e flores, lançadas ao mar em pequenos barcos artesanais.
A festa católica acontece na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, na Cidade Baixa, enquanto os terreiros de candomblé e umbanda fazem divisões cercadas com cordas, fitas e flores nas praias, delimitando espaço para as casas de santo que realizarão seus trabalhos na areia.
Em Porto Alegre A Festa de Nossa Senhora dos Navegantes em Porto Alegre é a maior festa religiosa da cidade brasileira do sul do Brasil, e homenageia Nossa Senhora dos Navegantes e seu sincretismo afro-brasileiro.
 É realizada no dia 2 de fevereiro de cada ano desde 1870.
Originalmente constava de uma procissão fluvial, com embarcações que singravam o Lago Guaíba desde o cais do porto, levando a imagem da santa do centro da cidade até a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes.
Hoje, por determinação impeditiva da Capitania dos Portos, a procissão é terrestre, levando a imagem desde a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, no centro da cidade, até a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes.
Os organizadores da festa consideram que esta é a segunda maior romaria religiosa do País, ficando atrás apenas do Círio de Nazaré realizada em Belém do Pará.
Com uma grande participação popular tanto na realização da festa, como nas comemorações
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Ficheiro:Praia do Rio Vermelho com oferendas para Iemanja.jpg
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Ialorixá e filhos na entrega da oferenda a Iemanjá
Créditos da Imagem:
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Cuba
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Em Cuba, Yemayá também possui as cores azul e branca, é uma rainha do mar negra, assume o nome cristão de La Virgen de la Regla e faz parte da santeria como santa padroeira dos portos de Havana.
Lydia Cabrera fala em sete nomes igualmente, especificando que apenas uma Iemanjá existe, à qual se chega por sete caminhos.
Seu nome indica o lugar onde ela se encontra.
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Fonte de Pesquisa:

Iemanjá ( Parte 3 )

Ficheiro:Oferenda para Yemanja.JPG
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Oferenda para Iemanjá. No candomblé do Ile Ase Ijino Ilu Orossi.
Créditos da Imagem:
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Sincretismo
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Existe um sincretismo entre as santas católicas: Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora da Glória, e a orixá da Mitologia Africana Iemanjá.
 Em alguns momentos, inclusive festas em homenagem as duas se fundem.
 No Brasil, tanto Nossa Senhora dos Navegantes como Iemanjá tem sua data festiva no dia 2 de fevereiro.
Costuma-se festejar o dia que lhe é dedicado, com uma grande procissão fluvial.
Uma das maiores festas ocorre em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, devido ao sincretismo com Nossa Senhora dos Navegantes.
No mesmo estado, em Pelotas a imagem de Nossa Senhora dos Navegantes vai até o Porto de Pelotas. Antes do encerramento da festividade católica acontece um dos momentos mais marcantes da festa de Nossa Senhora dos Navegantes em Pelotas, que em 2008 chegou à 77ª edição.
As embarcações param e são recepcionadas por umbandistas que carregavam a imagem de Iemanjá, proporcionando um encontro ecumênico assistido da orla por várias pessoas.7
No dia 8 de dezembro, outra festa é realizada à beira mar baiana: a Festa de Nossa Senhora da Conceição da Praia.
Esse dia, 8 de dezembro, é dedicado à padroeira da Bahia, Nossa Senhora da Conceição da Praia, sendo feriado municipal em Salvador.
Também nesta data é realizado, na Pedra Furada, no Monte Serrat em Salvador, o presente de Iemanjá, uma manifestação popular que tem origem na devoção dos pescadores locais à Rainha do Mar - também conhecida como Janaína
Na capital da Paraíba, a cidade de João Pessoa, o feriado municipal consagrado a Nossa Senhora da Conceição, 8 de dezembro, é o dia de tradicional festa em homenagem a Iemanjá.
Todos os anos, na Praia de Tambaú, instala-se um palco circular cercado de bandeiras e fitas azuis e brancas ao redor do qual se aglomeram fiéis oriundos de várias partes do Estado e curiosos para assistir ao desfile dos orixás e, principalmente, da homenageada.
Pela praia, encontram-se buracos com velas acesas, flores e presentes. Em 2008, segundo os organizadores da festa, 100 mil pessoas compareceram ao local.
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Fonte de Pesquisa:

Iemanjá ( Parte 2 )

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Arquétipo
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Seus filhos e filhas são serenos, maternais, sinceros e ajudam a todos sem exceção.
Gostam muito de ordem, hierarquia e disciplina.
São ingênuos e calmos até demais, mas, quando se enfurecem ,são como as ondas do mar, que batem sem saber onde vão parar. São vaidosos mais com os cabelos.
Suas filhas sabem seduzir e encantar com a beleza e mistérios de uma sereia.
Geralmente, as filhas de Iemanjá têm dificuldade em ter filhos, pois já são mães de coração de todos.
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Qualidades
Yemowô - que, na África, é mulher de Oxalá
Iyamassê - é a mãe de Sàngó,
Yewa - rio africano paralelo ao rio Ògún e que frequentemente é confundido em algumas lendas com Yemanjá,
Olossa - lagoa africana na qual desaguam os rios Yewa e Ògún,
Iemanjá Ogunté - que casa com Ògún Alagbedé,
Iemanjá Asèssu - muito voluntariosa e respeitável,
Iemanjá Saba ou Assabá - está sempre fiando algodão é a mais velha.
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Dia: sexta-feira.
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Data: 2 de fevereiro.
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Metal: prata e prateados.
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Cor: azul no Candomblé e branco na Umbanda.
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Comida: manjar branco, acaçá, peixe de água salgada, bolo de arroz, ebôya, ebô e vários tipos de furá, melancia, cocada branca.
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Arquétipo dos seus filhos: voluntarioso, fortes, rigorosos, protetores, caridosos, solidários em extremo, ingênuos, amigo, tímido, vaidosos com os cabelos principalmente, altivos, temperamentais, algumas vezes impetuosos e dominadores, e tem um certo medo do mar.
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Símbolos: abebé prateado, alfange, agadá, obé, peixe, couraça, adê, braceletes, e pulseiras.
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Fonte de Pesquisa:

Iemanjá ( Parte1 )

Ficheiro:Iemanjá yemanjá rainha do mar.JPG
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Representação popular de Iemanjá no Candomblé e Umbanda
Créditos da Imagem: 
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Iemanjá é um orixá africano, cujo nome deriva da expressão iorubá Yeye oman ejá ("Mães cujos filhos são peixes") , identificada no jogo do merindilogun pelos odus ejibe e ossá.
 É representado no candomblé através do assentamento sagrado denominado igba yemanja.
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África
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Na mitologia ioruba, o dono do mar é Olokun, que é pai de Iemanjá, sendo ambos de origem Egbá. Yemojá é saudada como Odò ("rio") ìyá ("mãe") pelo povo Egbá, por sua ligação com Olokun, orixá do mar (masculino no Benim e feminino em Ifé), referida como sendo a "rainha do mar" em outros países.
 É cultuada no Ro Ògùn, em Abeokuta.
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Ficheiro:Orixa Yemanja Orossi.JPG
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Representações de Iemanjá no candomblé do Ile Ase Ijino Ilu Orossi: a de verde é Asèssu e a de azul, Assabá.
Créditos da Imagem: Tolluaye - Wikimédia Commons
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História [editar]
Pierre Verger, no livro Dieux d'Afrique , registrou: "Iemanjá é o orixá dos Egbá, uma nação iorubá estabelecida outrora na região entre Ifé e Ibadan, onde existe ainda o Rio Yemanja.
As guerras entre nações iorubás levaram os Egbá a emigrar na direção oeste, para Abeokuta, no início do século XIX.
Não lhes foi possível levar o rio, mas transportaram consigo os objetos sagrados, suportes do axé da divindade.
O Rio Ògùn, que atravessa a região, tornou-se, a partir de então, a nova morada de Iemanjá.
Este Rio Ògùn não deve, entretanto, ser confundido com Ògún, o orixá do ferro e dos ferreiros."
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Brasil
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No Brasil, a orixá goza de grande popularidade entre os seguidores de religiões afro-brasileiras e até por membros de religiões distintas.
Em Salvador, ocorre anualmente, no dia 2 de fevereiro, a maior festa do país em homenagem à "Rainha do Mar".
 A celebração envolve milhares de pessoas que, trajadas de branco, saem em procissão até o templo-mor, localizado próximo à foz do rio Vermelho, onde depositam variedades de oferendas, tais como espelhos, bijuterias, comidas, perfumes e toda sorte de agrados.
Todavia, na cidade de São Gonçalo, os festejos acontecem no dia 10 de fevereiro.
Outra festa importante dedicada a Iemanjá ocorre durante a passagem de ano no Rio de Janeiro.
 Milhares de pessoas comparecem e depositam, no mar, oferendas para a divindade.
A celebração também inclui o tradicional "banho de pipoca" e as sete ondas que os fiéis, ou até mesmo seguidores de outras religiões, pulam como forma de pedir sorte à orixá.
Na umbanda, é considerada a divindade do mar.
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Iemanjá, rainha do mar, é também conhecida por dona Janaína, Inaê, Princesa de Aiocá e Maria, no paralelismo com a religião católica.
Aiocá é o reino das terras misteriosas da felicidade e da liberdade, imagem das terras natais da África, saudades dos dias livres na floresta.
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(Jorge Amado)
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No ano de 2008, dia 2 de fevereiro, a Festa de Iemanjá do Rio Vermelho, na Bahia, coincidiu com o carnaval.
Os desfiles de trios elétricos foram desviados da região até o fim da tarde, para que as duas festas acontecessem ao mesmo tempo.
Antecedendo o réveillon de 2008, devotos da Orixá das águas, estiveram nesse momento, com suas preces dirigidas a um arranha-céus, em forma de um monólito negro, na Praia do Leme, em Copacabana, onde era costume, no último minuto do ano, surgir uma cascata de fogo, no topo desse monólito, iluminando o entorno bem como as oferendas.
Todo réveillon, principalmente na cidade do Rio de Janeiro, no bairro de Copacabana, milhares de pessoas se reúnem para cantar e presentear Iemanjá, jogando presentes e rosas no mar.
Além da grande diversidade de nomes africanos pelos quais Iemanjá é conhecida, a forma portuguesa Janaína também é utilizada, embora em raras ocasiões.
 A alcunha, criada durante a escravidão, foi a maneira mais branda de "sincretismo" encontrada pelos negros para a perpetuação de seus cultos tradicionais sem a intervenção de seus senhores, que consideravam inadimissíveis tais "manifestações pagãs" em suas propriedades.
 Embora tal invocação tenha caído em desuso, várias composições de autoria popular foram realizadas de forma a saudar a "Janaína do Mar" e como canções litúrgicas.
Pela primeira vez, em 2 de fevereiro de 2010, uma escultura de uma sereia negra, criada pelo artista plástico Washington Santana, foi escolhida para representação de Iemanjá no grande e tradicional presente da festa do Rio Vermelho, em Salvador, na Bahia, no Brasil, em homenagem à Àfrica e à religião afrodescendente.
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Fonte de Pesquisa:
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