Mostrando postagens com marcador Candomblé. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Candomblé. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Furá

*
Furá, bolinhos, ou bola de: arroz, inhame, farinha de mandioca, farinha de milho... etc. é o nome da comida ritual votiva, pertinente a vários rituais e orixás da cultura afro brasileira denominado de candomblé.
Este alimento ritual é muito comum nos rituais de limpeza de corpo, bori, assentamento de cabeça, axexê, apanan, feitura de santo, sasanha etc.
*
Tipos
*
Bolas de arroz.
O Arroz é cozido na água sem sal, até ficar pastoso, depois batido com uma colher de pau até soltar da panela, em seguida formar os bolos de forma arredondada com as mãos.
 Esta comida ritual é para os orixás funfuns e rituais de bori, assentamento de cabeça.
*
Bolas de farinha. Em um alguidá coloca-se a farinha, depois a água e modela os bolos de forma arredondada com as mãos. Esta comida ritual é para limpeza de corpo e axexê.
*
Bolas de inhame. O inhame deve ser bem cozido em água sem sal, depois pilado em pilão, ou com a ponta de um garfo, em seguida sovado para obter uma massa pastosa e modela os bolos de forma arredondada com as mãos.
 Esta comida ritual é muito apreciada pelos orixás oxaguian, oxalufan, oxalá, yemanjá e entra em vários rituais como bori, assentamento de cabeça, axexê, apanan, feitura de santo, sasanha etc.
*
Bolinhos de dendê Em um alguidá coloca-se a farinha, depois a água, azeite de dendê e modela os bolos de forma arredondada com as mãos.
Esta comida ritual é para limpeza de corpo, axexê e oferenda ao orixá Exu.
*
Bolinhos de egun Em um alguidá coloca-se a farinha, depois a água com aguardente e modela os bolos de forma arredondada com as mãos e acrescenta um pequeno pedaço de carvão vegetal.
Esta comida ritual é para limpeza de corpo, axexê e Egum.
*
Bolinhos de iemanjá O Arroz ou milho branco é cozido na água sem sal, até ficar pastoso, depois batido com uma colher de pau até soltar da panela, em seguida formar os bolos de forma arredondada com as mãos.
Esta comida ritual é para os orixás funfuns e rituais de bori, assentamento de cabeça, em especial como o nome já diz é oferecido para o orixá Yemanjá.
*
Bolinho de tapioca A tapioca e colocada em leite de coco e açúcar até ficar pastoso, depois batido com uma colher de pau até soltar da panela e depois sova, em seguida formar os bolos de forma arredondada ou alongada com as mãos.
Esta comida ritual é para os orixás funfuns e rituais de bori, assentamento de cabeça.
*
Os de formas alongadas são fritos em azeite ou óleo, sendo carinhosamente oferendado aos ibejis e apreciados pelo povo do santo.
*
Nota :  Este mesmo bolinho é vendido nos tabuleiros das baianas de acarajé com o nome de punheta ou bolinho de estudante (Dicionário Aurélio)
*
Fonte de Pesquisa:

Ebô

*
Ebô, palavra oriunda do iorubá, consiste num alimento religioso e votivo para os orixás funfun (branco) Oxalá, dentro das religiões afro-brasileiras.
É o milho branco cozido sem tempero e sem sal.
*
Para Iemanjá
*
a comida recebe o nome de eboiyá, é feita com milho branco e azeite doce ou azeite de dendê dependendo da qualidade da Iemanjá, cebola ralada, pó de camarão e sal
Todos os Orixás comem o ebô em homenagem a Oxalá.
*
Fonte de Pesquisa::

Ebôya

*
Ebôya, eboia ou fava de iemanjá é uma comida ritual feito com fava cozido refogado com cebola, camarão, azeite de dendê ou azeite doce.
A mesma oferenda pode ser preparada com o milho branco na falta da fava, todavia recebe o nome de Dibô, possuindo o mesmo valor ritual.
 É uma comida oferecida especificamente ao orixá Iemanjá, podendo ser vista nos rituais de ori, bori e assentamento de cabeça, no sentido de dar equilíbrio espiritual.
*
Fonte de Pesquisa:

Acaçá

*
O Acaçá é uma comida ritual do candomblé e da cozinha da Bahia.
Feito com milho branco ou vermelho, que fica de molho em água de um dia para o outro, e deve ser depois passado em um moinho para formar a massa que será cozida em uma panela com água, sem parar de mexer, até ficar no ponto.
 Este se adivinha quando a massa não dissolve, se pingada em um copo com água.
Ainda quente, pequenas porções da massa devem ser embrulhadas em folha de bananeira já limpa, passada no fogo e cortada em pedaços de igual tamanho, para ficar tudo harmonioso.
Colocar a folha na palma da mão esquerda e colocar a massa.
Com o polegar dobrar a primeira ponta da folha sobre a massa, dobrar a outra ponta cruzando por cima e virando para baixo, fazendo o mesmo do outro lado.
 O formato que resulta é o de uma pirâmide retangular.
Todos os orixás recebem o acaçá como oferenda.
*
Fonte de Pesquisa:

Olokun ( Parte 1 )

*
África 
*
Na Mitologia Yoruba, Olóòkun ou Olokun - No Benin é considerado como do sexo masculino e em Ifé como sendo do sexo feminino, divindade do mar.
Depois (Olo) dos Oceanos (Okun).
Olokun é o Orixá Senhor do mar, é andrógino, metade homem e metade-peixe, de caráter compulsivo, misterioso e violento.
Tem a capacidade de transformar.
É assustador quando irritado.
Na natureza é simbolizado pelo mar profundo e é o verdadeiro dono das profundezas do presente, onde ninguém jamais esteve.
Representa os segredos do fundo do mar, como ninguém sabe o que está no fundo do mar, apenas Olokun. Também representa a riqueza do fundo do mar e da saúde.
Olokun é um dos Orixás mais perigoso e poderoso do culto aos Orixás.
Diz-se que ele foi acorrentado ao fundo do oceano, quando ele tentou matar a humanidade com o dilúvio. Sempre retratado com escudo.
 Seu culto é na cidade de Lagos, Benin e Ile Ifé.
Seu nome vem do yorubá Olokun (Olo: Depois - Okun: Mar).
Representa a riqueza dos fundos marinhos e a saúde.
Todo os Babalaôs devem cultuá-lo e sempre deve ser assentado com suas 18 ninfas que são suas esposas, as 9 Olossás e as 9 Olonas.
Elas são ninfas da água, representa os rios, córregos, lagoas, cachoeiras, nascentes, lagoas, extensões marinhos e de águas pluviais.
*
Brasil
*
No Brasil é cultuada como mãe de Iemanjá e dona do mar (Olokun).
É cultuada nas casas de candomblé tradicionais, mas não toma parte nas festas, não são entoados cânticos no "xirê", assim como acontece com outros orixás (Orunmila, Oduduwa).
São assentados mas não são "iníciados" iawos para estes orixás.
Com a vinda de sacerdotes africanos para o Brasil, hoje tenta-se resgatar o culto, porém sem identificação pelos fiéis.
Talvez por não se ter conhecimento e sincretismo.
É homenageada durante a Festa de Iemanjá.
Em cuba Olokun foi ligado no fundo do oceanos por Oxalá pra evitar que com sua força fizesse calamidades.
 No vodum cubano uma entidade que pode ser como Orokun é Nanã Buruku que representa o principio e a mãe de Iemanjá.
*
Fonte de Pesquisa:

Ossá

Ficheiro:Odu Ossá Merindilogun..JPG
*
Odu Ossá Merindilogun candomblé.
Créditos da Imagem; Toluaye - Wikimédia Commons
*
Ossá é um odu do oráculo de ifá, representado no merindilogun com nove conchas abertas pela natureza e sete fechadas. 
Nesta caída responde Oya, Obaluaye, Oba, Iemanja, Egun, Ory. 
Significa carrego de santo ou cargo de santo, pessoa lutadora, autoritária, caprichosa que vive cercada de pessoas que fingem ser seus amigos. 
Deve cuidar de egun constantemente para que tenha prosperidade.
*
Fonte de Pesquisa:

Êjibé

Ficheiro:Odu êjibé ou Alafia Merindilogun..JPG
*
Odu Êjibé Merindilogun candomblé.
Créditos da Imagem: Toluaye - Wikimédia Commons
*
Êjibé ou Alafia é um odu do oráculo de ifá, representado no merindilogun com dezesseis conchas abertas pela natureza. 
Nesta caída responde Orumilá. 
Imediatamente o olhador saúda o jogo dizendo Eleri Ipin.
 É esta caída que todo babalorixá, ialorixá e o povo do santo deseja e espera para os consulentes, pois representa luz, alegria, a verdade, a prosperidade, a saúde e longevidade. 
A única recomendação é que esta pessoa use uma peça de roupa branca nos dias de sexta feira.
*
Fonte de Pesquisa:

Iemanjá ( Parte 9 )

Ficheiro:Oferenda para Yemanja.JPG
*
Assentamentos de Yemanjá 
No candomblé do Ile Ase Ijino Ilu Orossi.
Créditos da Imagem : Toluaye - Wikimédia Commons
*
Igba Yemanjá
*
Igba yemanjá ou assentamento de yemanjá como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com materiais de porcelana, louça ou cristal, geralmente na cor branca, mas podendo ser de cores variadas dependendo da qualidade.
*
Confecção
*
Dentro de uma terrina de porcelana, louça ou cristal são dispostos vários apetrechos, são encontrados uma média de nove (9) ou dezesseis (16): búzio, pérola de agua doce e salgada, obis, fava de yemanjá aridan moedas de prata, confirmando sua ligação com o odu ossá, e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixás, o otá, tudo isso conservado com azeite doce, manteiga de karité chamado de ori ou limo da costa e mel de abelha.
A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana, sobre dois (2) pratos que servirá de apoio e mais oito (8) devidamente equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais, ornados com conchas e vários cristais que termina em pirâmides de seis lados e conservados em água dentro do vaso do mesmo material.
*
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixás ou Iyalorixas.
Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.
*
Fonte de Pesquisa:

Iemanjá (Parte 5 )

*
Definições dos tipos de Iemanjá
*
São 16 as qualidades, e por possuírem características tão próprias, há quem chegue a considerar que se trata de orixás individuais  (independentes) das outras qualidades.
Aqui, no entanto, e por não haver consenso quanto a esta questão, e muito estudo e pesquisa ser ainda necessário, vamos encarar como qualidades de um único orixá, tal como fazemos com todos os outros.
*
Yemanjá Asdgba ou Soba: É a mais velha, manca de uma perna devido a uma luta com Exu, rabugenta, e feiticeira, fala de costas, gosta de fiar seu cristal.
Comanda as caçadas mais profundas do oceano, tem afinidade com Nanã.
Veste branco.
*
Yemanjá Akurá: Vive nas espumas do mar, aparece vestida com lodo do mar e coberta de algas marinhas. Muito rica e pouco vaidosa.
Adora carneiro.
 Come com Nanã.
*
Yemanjá Ataramaba: Nessa forma ela está no colo de seu pai Olokun.
*
Yemanjá Ataramogba ou Iyáku: Vive na espuma da ressaca da maré.
*
Yemanjá Ayio: Muito velha. Veste sete anáguas para se proteger.
 Vive no mar e descansa nas lagoas. Come com Oxum e Nanã.
*
Yemanjá Iya Masemale ou Iamasse: É a mãe de Xangô e quem cuidou de Oxumarê.
Esposa de Oranian e muito festejada durante as festas consagradas a seu filho Xangô. As suas contas são branco leitosas, rajadas de vermelho e azul.
*
Yemanjá Iyemoyo, Awoyó; Yemuo; Yá Ori ou Iemowo: É uma das mais velha, possui ligação com Oxalá, o seu fundamento está no ori, representa a vida, pode curar doenças da cabeça. Veste branco e cristal.
*
Yemanjá Konla: O seu mito conta que ela afoga os pescadores.
*
Yemanjá Maleleo ou Maiyelewo: Esta Yemanjá vive no meio do oceano no lugar onde se encontram as sete correntes oceânicas.
*
Yemanjá Odo: Tem aproximação com Oxum, e vive na água doce sendo muito feminina e vaidosa.
*
Yemanjá Ogunté: Considerada a nova guerreira, dona da espada, esposa de Ogum ferreiro (Alagbedé) e mãe de Ogum Akorô e Oxóssi. O seu nome significa aquela que contém Ogum.
Vive perto das praias, no encontro das águas com as pedras.
Traz na cintura um facão e todas as ferramentas de Ogum.
Veste branco; azul marinho, cristal, ou verde e branco.
*
Yemanjá Olossá ou Bosá: Come com Oxum e Nanã. Veste verde-clara e suas contas são branco cristal.
É a Yemanjá mais velha da terra de Egbado.
*
Yemanjá Oyo: Benéfica, muito feminina, saudada na cerimônia do Padê, veste de branco, rosa e azul claro.
*
Yemanjá Saba: Fiadeira de algodão, foi esposa de Orunmilá.
*
Yemanjá Yinaé ou Malelé: Aquela que os filhos sempre serão peixes. Também conhecida como Marabô, mora nas águas mais profundas. É a sereia, ligada à reprodução dos peixes; vem sempre a beira do mar apanhar as suas oferendas; está ligada a Oxalá e Exu.
*
Todos os créditos do texto:

terça-feira, 21 de maio de 2013

Ogum ( Parte 2 )

Ficheiro:Ogun.jpg
*
Ogun - escultura de Carybé em madeira, em exposição no Museu Afro-Brasileiro, Salvador, Bahia, Brasil.
Créditos da Imagem: Jurema - Wikimédia Commons
*
Ogum no Haiti (é um vodun haitiano, um loa) do fogo, do ferro, da caça, da política e da guerra.
É o patrono dos guerreiros, e normalmente é mostrado com seus artefatos: facão e espada, rum e tabaco. Ogum é um dos maridos de Erzulie e foi marido de Oyá e Oxum na mitologia yorubá.
Tradicionalmente um guerreiro, Ogum é visto como uma poderosa divindade dos trabalhos em metal, semelhante à Ares e Hefesto na mitologia grega e Visvakarma na mitologia hindu.
 É representado, no Brasil, como São Jorge; como tal, é poderoso e triunfal, mas também exibe a raiva e destrutividade do guerreiro cuja força e violência pode virar contra a comunidade que ele serve.
Dá força através da profecia e magia, e é procurado para ajudar as pessoas a obter mais um governo que dê resposta às suas necessidades.
*
Brasil
*
Na tradição religiosa afro-brasileira Candomblé, Ogum (como é conhecida essa divindade yorubá no idioma português) é frequentemente identificado com São Jorge.
Isto acontece, por exemplo, no estado do Rio Grande do Sul e na cidade do Rio de Janeiro.
No entanto, Ogum também é representado por Santo Antonio, como frequentemente é feito na região nordeste do Brasil, por exemplo, na Bahia.
*
Qualidades de Ogum
*
Ògúnjà
SoróKè
Wari
Lakàiye
Méjèje
Omini
Olode
Onírè
Alágbède
Méjè
*
Sete folhas mais utilizada para Ogum
*
Iji opé
Ida orixá
Atoribé
Okiká
Ojusaju
Peregun
Ewurô
*
Características
*
Dia: terça-feira;
Metal: ferro;
Cor: azul marinho ou azul escuro e verde.
Comida: feijoada e inhame;
Arquétipo: impetuosos, autoritários, cautelosos, trabalhadores, desconfiados e um pouco egoístas;
Símbolos: espada, facão, corrente de ferro
*
Cuba
*
Em Cuba, na santeria e na Palo Mayombe, ele é chamado de São Pedro, São Paulo, São João Batista, São Miguel Arcanjo e São Rafael Arcanjo.
Dentro dessas crenças, Ogum é dono dos montes junto com Oxóssi e dos caminhos junto com Eleggua. Representa o solitário hostil que vaga pelos caminhos.
É um dos quatro orixás guerreiros.
Suas cores são o verde e o preto.
 Ogum é considerado o Orisha dos ferreiros, das guerras, da tecnologia é violento e interessante.
Na mitologia Fon, Gu é o deus da guerra e patrono da deidade dos ferreiros e dos artesãos.
Ele foi enviado à Terra para torná-la um local agradável para as pessoas viverem, e ele ainda não terminou sua tarefa.
*
Ficheiro:VeveOgoun.png
*
Símbolo Vodun Ogoun.
Créditos da Imagem: Chrkl - Wikimédia Commons
*
No Haiti, Ogoun é um lwa cultuado no vodun haitiano.
*
A maioria dos africanos que foram levados como escravos para o Haiti eram da Costa da Guiné da África ocidental, e seus descendentes são os primeiros praticantes de vodou (aqueles africanos trazidos ao sul dos Estados Unidos, eram primeiramente do reino de Congo).
A sobrevivência do sistema da crenças no novo mundo é notável, embora as tradições mudem com o tempo.
Uma das maiores diferenças, entretanto, entre o vodun africano e o Haitiano é que os africanos transplantados do Haiti foram obrigados a disfarçar o seu lwa, ou espíritos, como santos católicos romanos, neste país, com Santiago el Mayor, num processo chamado sincretismo.
*
Outras características
*
Em todas as suas encarnações, segundo as diferentes crenças, Ogum é impetuoso e de espírito marcial.
Ele também está relacionado com o sangue e, por esse motivo, muitas vezes é chamado para curar doenças sanguíneas., em especial a anemia ferropriva, pois acredita-se que a deficiência de ferro no organismo humano, seja a falta da energia de Ogum.
No culto dos orixás, ele aparece com outras identidades, tais como Ogum Akirum, Ogum Alagbede, Ogum Alara, Ogum Elemona, Ogum Ikole, Ogun Meji, Ogum Oloola, Ogum Onigbajamo, Ogum Onire, Ogun-un e Onile, sendo este último uma encarnação feminina.
Seus "filhos" aqui na Terra são pessoas fortes, que lutam na vida, são pessoas guerreiras que não descansam por nada, sempre ativas, combatem tudo.
São verdadeiros peões.
São pessoas corajosas, sem medo de se arriscar.
São sérias e perseverantes.
Tendência aos extremos: ou defende a polícia, ou foge dela.
*
Fonte de Pesquisa:

Ogum ( Parte 1 )

Ficheiro:Ogum no ritual do sacrificio. Orossi..JPG
*
Ogum no ritual do sacrificio. 
No candomblé do Ile Ase Ijino Ilu Orossi.
Créditos da Imagem : Toluaye - Wikimédia Commons
*
Ogum (em yoruba: Ògún) é, na mitologia yorubá, o orixá ferreiro,senhor dos metais.
O próprio Ogum forjava suas ferramentas, tanto para a caça, como para a agricultura, e para a guerra.
Na África seu culto é restrito aos homens, e existiam templos em Ondo, Ekiti e Oyo.
Era o filho mais velho de Oduduwa, o fundador de Ifé, identificado no jogo do merindilogun pelos odu etaogunda, odi e obeogunda, representado materialmente e imaterial pelo candomblé, através do assentamento sagrado denominado igba ogun.
Ogum é considerado o primeiro dos orixás a descer do Orun (o céu), para o Aiye (a Terra), após a criação, um dos semideuses visando uma futura vida humana.
Em comemoração a tal acontecimento, um de seus vários nomes é Oriki ou Osin Imole, que significa o "primeiro orixá a vir para a Terra".
Ogum foi provavelmente a primeira divindade cultuada pelos povos yorubá da África Ocidental.
Acredita-se que ele tenha wo ile sun, que significa "afundar na terra e não morrer", em um lugar chamado 'Ire-Ekiti'.
É também chamado por Ògún, Ogoun, Gu, Ogou, Ogun e Oggún. Sua primeira aparição na mitologia foi como um caçador chamado Tobe Ode.
*
Família
*
É filho de Oduduwa e Yembo, irmão de Xangô, Oxóssi, Oxun e Eleggua. Ogum é o filho mais velho de Odudua, o herói civilizador que fundou a cidade de Ifé.
 Quando Odudua esteve temporariamente cego, Ogum tornou-se seu regente em Ifé.
Ogum é um orixá importantíssimo na África e no Brasil.
Sua origem, de acordo com a história, data de eras remotas. Ogum é o último imolé.
Os Igba Imolé eram os duzentos orixás da direita que foram destruídos por Olodumaré após terem agido mal.
 A Ogum, o único Igba Imolé que restou, coube conduzir os Irun Imole, os outros quatrocentos orixás da esquerda.
Foi Ogum quem ensinou aos homens como forjar o ferro e o aço.
Ele tem um molho de sete instrumentos de ferro: alavanca, machado, pá, enxada, picareta, espada e faca, com as quais ajuda o homem a vencer a natureza.
*
Ficheiro:Acentamento de Ogum, Orossi..JPG
*
Assentamento de Ogum Candomblé
Créditos da Imagem: Toluaye - Wikimédia Commons
*
O guerreiro
*
Era um guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos.
Dessas expedições, ele trazia sempre um rico espólio e numerosos escravos. Guerreou contra a cidade de Ará e a destruiu.
Saqueou e devastou muitos outros estados e apossou-se da cidade de Irê, matou o rei, aí instalou seu próprio filho no trono e regressou glorioso, usando ele mesmo o título de Oníìré, "Rei de Irê".
 Tem semelhança com o vodum Gu.
*
Arquétipo
*
De acordo com Pierre Verger, o arquétipo de Ogum é o das pessoas fortes, aguerridas e impulsivas, incapazes de perdoar as ofensas de que foram vítimas.
 Das pessoas que perseguem energicamente seus objetivos e não se desencorajam facilmente.
Daquelas que, nos momentos difíceis, triunfam onde qualquer outro teria abandonado o combate e perdido toda a esperança.
 Das que possuem humor mutável, passando de furiosos acessos de raiva ao mais tranqüilo dos comportamentos.
 Finalmente, é o arquétipo das pessoas impetuosas e arrogantes, daquelas que se arriscam a melindrar os outros por uma certa falta de discrição quando lhe prestam serviços, mas que, devido à sinceridade e franqueza de suas intenções, tornam-se difíceis de serem odiadas.
*
Ficheiro:Ogum.JPG
*
Dança a Ogum.
Créditos da Imagem: Toluaye - Wikimédia Commons
*
Na Santeria Ogum é dono dos montes junto com Oxóssi e dos caminhos junto com Eleggua.
 Representa o solitário hostil que vaga pelos caminhos.
É um dos quatro Orixás guerreiros.
Suas cores são o azul e branco ou branco e vermelho.
No Candomblé Ogum é o Orixá ferreiro dono de todos os caminhos e encruzilhadas junto com seu irmão Exu, também é tido como irmão de Oxóssi e uma ligação muito forte com Oxaguian de quem é inseparável, aparece como o Senhor das guerras e demandas, suas cores são Azul cobalto e o verde e na Umbanda sua cor é o vermelho.
*
Oferendas e danças
*
Sacrificam-se bodes, galos, galinhas-de-angola (macho), pombos, e patos.
Todos os orixás masculinos (agboros) recebem sacrifícios de animais machos.
*
Fonte de Pesquisa:

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Exu ( Parte 2 )

Ficheiro:Exu.jpg
*
Exu
Créditos da Imagem : Jurema - Wikimédia Commons
*
Brasil
*
No Brasil, no candomblé, Exu é um dos mais importantes Orixás e sempre é o primeiro a receber as oferendas, as cantigas, as rezas, é saudado antes de todos os Orixás, antes de qualquer cerimônia ou evento.
O Exu Orixá não incorpora em ninguém para dar consultas como fazem os Exus de Umbanda, eles são assentados na entrada das casas de candomblé como guardiões, e em toda casa de candomblé tem um quarto para Exu, sempre separado dos outros Orixás, onde ficam todos os assentamentos dos exus da casa e dos filhos de santo que tenham exu assentado.
É astucioso, vaidoso, culto e dono de grande sabedoria, grande conhecedor da natureza humana e dos assuntos mundanos daí a assimilação com o diabo pelos primeiros missionários que, assustados, dele fizeram o símbolo da maldade e do ódio.
Porém " … nem completamente mau, nem completamente bom … ", na visão de Pierre Verger no texto de sua autoria "Iniciação" - contido no documentário "Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia", Exu reage favoravelmente quando tratado convenientemente, identificado no jogo do merindilogun pelo odu okaran.
*
Ficheiro:Sacrificio para Exu.JPG
*
Sacrifício para Exu. No candomblé do Ile Ase Ijino Ilu Orossi.
Créditos da Imagem : Toluaye - Wikimédia Commons
*
Exu recebe diversos nomes, de acordo com a função que exerce ou com suas qualidades: Elegbá ou Elegbará, Bará ou Ibará, Alaketu, Agbô, Odara, Akessan, Lalu, Ijelu (aquele que rege o nascimento e o crescimento de tudo o que existe), Ibarabo, Yangi, Baraketu (guardião das porteiras), Lonan (guardião dos caminhos), Iná (reverenciado na cerimônia do padê).
A segunda-feira é o dia da semana consagrado a Exu.
 Suas cores são o vermelho e o preto; seu símbolo é o ogó (bastão com cabaças que representa o falo); suas contas e cores são o preto e o vermelho; as oferendas são bodes e galos, pretos de preferência, e aguardente, acompanhado de comidas feitas no azeite de dendê.
Aconselha-se nunca lhe oferecer certo tipo de azeite, o Adí, por ser extraído do caroço e não da polpa do dendê e portar a violência e a cólera.
Sua saudação é "Larôye!" que significa o bem falante e comunicador.
Consiste o padê em um prato de farofa amarela, acaçá, azeite-de-dendê e uma quartinha de água ou cachaça, que são “arriados” para Exu.
Na nação de angola ou candomblé de Angola Exu recebe o nome de Aluvaiá, Pambu Njila, e Legbá, no Candomblé Jeje.ex
*
Arquétipos
*
Seus filhos são sensuais, dominadores e inteligentes.
Gostam da vida cercada de barulho, muitas pessoas e romances de todo tipo.
Adoram festas e não se prendem a ninguém, são muito impulsivos.
Mas se amam alguém, dão sua vida se for preciso, sem pensar em nada.
Gostam de ajudar e trabalhar, mas podem se tornar vingativos e extremamente crueis.
*
Fonte de Pesquisa:

Exu ( Parte 1 )

Ficheiro:Escultura de Exu na Praça dos Orixás.jpg
*
Escultura na Praça dos Orixás, em Brasília, Brasil
Créditos da Imagem: Nevinho - Wikimédia Commons
*
Exu é um orixá africano, também conhecido como: Esu, Eshu, Bara, Ibarabo, Legbá, Elegbara, Eleggua, Akésan, Igèlù, Yangí, Ònan, Lállú, Tiriri, Ijèlú.
Algumas cidades onde se cultua o Exu são: Ondo, Ilesa, Ijebu, Abeokuta, Ekiti, Lagos.
*
História
*
Exu é o orixá da comunicação.
É o guardião das aldeias, cidades, casas e do axé, das coisas que são feitas e do comportamento humano. A palavra Èșù em yorubá significa “esfera” e, na verdade, Exu é o orixá do movimento.
Ele é quem deve receber as oferendas em primeiro lugar a fim de assegurar que tudo corra bem e de garantir que sua função de mensageiro entre o Orun e o Aiye, o mundo material e o mundo espiritual, seja plenamente realizada.
Na África na época das colonizações, o Exu foi sincretizado erroneamente com o diabo cristão pelos colonizadores, devido ao seu estilo irreverente, brincalhão e a forma como é representado no culto africano .
Por ser provocador, indecente, astucioso e sensual, é comumente confundido com a figura de Satanás, o que é um equívoco de acordo com a construção teológica yorubá, posto que não está em oposição a Deus, muito menos é considerado uma personificação do mal.
Mesmo porque nesta religião não existem diabos ou entidades encarregadas única e exclusivamente de coisas ruins como fazem as religiões cristãs.
Estas pregam que tudo o que acontece de errado é culpa de um único ser que foi expulso; pelo contrário, na mitologia yoruba, bem como no candomblé, cada uma das entidades (Orixás) tem sua porção positiva e negativa assim como o próprio ser humano.
*
*
De caráter irascível, ele se satisfaz em provocar disputas e calamidades àquelas pessoas que estão em falta com ele.
No entanto, como tudo no universo possui de um modo geral dois lados, positivo e negativo, Exu também funciona de forma positiva quando é bem tratado.
Daí ser Exu considerado o mais humano dos orixás, pois o seu caráter lembra o do ser humano que é de um modo geral muito mutante em suas ações e atitudes.
Conta-se na Nigéria que Exu teria sido um dos companheiros de Oduduà quando da sua chegada a Ifé e chamava-se Èsù Obasin.
Mais tarde, tornou-se um dos assistentes de Orunmilá e ainda Rei de Ketu, sob o nome de Èsù Alákétú.
A palavra elegbara significa “aquele que é possuidor do poder (agbará)” e está ligado à figura de Exu.
Um dos cargos de Exu na Nigéria, mais precisamente em Oyó, é denominado Èsù Àkeró ou Àkesán, que significa "chefe de uma missão", pois este cargo tem como objetivo supervisionar as atividades do mercado do rei.
*
*
Exu praticamente não possui ewós ou quizilas.
Aceita quase tudo que lhe oferecem.
Os yorubás cultuam Exu em um pedaço de pedra porosa chamada Yangi, ou fazem um montículo grotescamente modelado na forma humana com olhos, nariz e boca feita de búzios.
Ou ainda representam Exu em uma estatueta enfeitada com fileiras de búzios tendo em suas mãos pequeninas cabaças onde ele, Exu, carrega diversos pós de elementais da terra usados de forma bem precisa em seus trabalhos.
Exu tem a capacidade de ser o mais sutil e astuto de todos os orixás.
E quando as pessoas estão em falta com ele, simplesmente provoca mal entendidos e discussões entre elas e prepara-lhes inúmeras armadilhas.
Diz um orìkì que: “Exu é capaz de carregar o óleo que comprou no mercado numa simples peneira sem que este óleo se derrame”.
E assim é Exu, o orixá que faz o erro virar acerto e o acerto virar erro.
Èsù Alákétú possui essa denominação quando Exu, por meio de uma artimanha, conseguiu ser o rei da região, tornando-se um dos reis de Ketu.
Sendo que as comunidades dessa nação no Brasil o reverenciam também com este nome.
Todos os assentamentos de Exu possuem elementos ligados às suas atividades.
Atividades múltiplas que o fazem estar em todos os lugares: a terra, pó, a poeira vinda dos lugares onde ele atuará.
Ali estão depositados como elemento de força diante dos pedidos.
*
Fonte de Pesquisa:

Ejiokô

Ficheiro:Odu Ejiokô, Merindilogun.JPG
*
Odu Ejiokô, Merindiloguncandomblé.
Créditos de Imagem : Toluaye - Wikimédia Commons
*
Ejiokô é um odu do oráculo de ifá, representado no merindilogun com duas conchas abertas pela natureza e quatorze fechadas.
Nesta caída responde Ibeji e Oxalufan, significando casamento, disputa amorosa, inveja, e até mesmo briga com irmãos e familiares para recebimento de herança.
*
Interpretação do Olhador
*
Apesar de Ibeji responder nesta caída, é oxala quem comanda (protetor das crianças), por causa da personalidade instável de Ibeji.
Quando esse odu cai na 4ª caída no jogo do merindilogun, surpresas boas, cartas, dinheiro, lucros em negócios, amores, boas notícias, casamentos, noivado, formatura, convites para festas e fim de sofrimento.
Na 1ª caída, fala em mediunidade, representa também ciências Ocultas; nas demais caídas fala de demandas, indecisões, gravidez.
Quanto a personalidade das pessoas regidas por esse ODÚ ou sob sua influência, são muito alegres e felizes, possuem muita sorte, porém não chegam a ficar ricos, não são ambiciosos e procuram dividir tudo o que possuem.
São muito confiantes, voluntariosos, geniosos, prepotentes, exigentes e tentam sempre impor suas vontades. Dessa maneira adquirem constantemente inimigos declarados e ocultos, pois pessoas desse ODU são muito invejadas e vítimas de inimigos traiçoeiros, acarretando muitas demandas para impedir o completo triunfo das pessoas sob essa influência.
Para que possam ter sucesso deverão aprender a guardar segredo de todas as suas verdadeiras intenções e se algo sair errado, se tornam muito sofridas, quando algo não lhes sai como desejam, e, aí, fazem mexericos e criam grandes confusões, mas como geralmente possuem bom coração, logo se arrependem do que fizeram e procuram contornar a situação criada por eles mesmos e tentam tudo para reconquistar as amizades perdidas. Sofrem muito por doenças, amores não correspondidos, enfim, a personalidade é bem instável.
*
Tipo de ebó mais comum
*
Um akunko, duas penas de papagaio do gabão (okodide), dois aros de ferro, dois obis, duas favas de ataré, dendê, mel, otin e pó de efun.
Passa-se o akunko no cliente e sacrifica-se para Exu. Arruma-se tudo dentro de um alguidá e deixa-se diante de Exú de um dia para o outro.
As penas e os aros de ferro ficam no igba exu, o resto do ebó é despachado num jardim, na entrada da mata ou no lugar indicado pelo jogo. ao voltar do presente, dar bastante ebô nos pés de OSALA com 22 acaçás em cima, jogar OBI ABATA e ao dar ALAFIA, comer um pedacinho e o restante colocar em posição de ALAFIA em cima do ebô.
*
Fonte de Pesquisa:

Okaran

Ficheiro:Odu Okaran, Merindilogun.JPG
*
Um búzio aberto, Odu Okaran, Merindiloguncandomblé.
Créditos da Imagem:  Toluaye - Wikimédia Commons
*
Okaran é um odu do oráculo de ifá, representado no merindilogun com uma concha aberta pela natureza e quinze fechadas.
Nesta caída responde Exu, indicando novidades, situação difícil, calúnia e conflitos.
*
Interpretação do Olhador
*
Exu adverte que há perigo de roubo, brigas, discussões, inimizades, intrigas, perda de emprego, separação, prejuízo em qualquer tipo de negócio, sustos.
Adverte também que está sujeito a prisão, acidentes, feitiços e os caminhos fechados.
O consulente sente dificuldade em realizar seus negócios, impedindo por inimigos ou pessoas invejosas, é necessário fazer ebó, para retirar as perturbações, e para que exu trabalhe em sua defesa.
Quanto a personalidade das pessoas regidas por esse odu, na verdade é um mau caráter, pois além de prejudicar a própria vida, procura transformar a dos outros, sem se importar com ninguém.
Provocam intrigas e separações, mesmo que seja dos próprios pais, filhos ou de qualquer outra pessoa. quando a regência for de ÒKÒRÁN MEJI, a pessoa é altamente problemática, mas, se caso o outro ODÚ seja mais tranquilo, terá seu caráter amenizado, quando sair este odu no jogo, deverá ser despachada a porta, com uma quartinha usada para esse fim.
*
Tipo de ebó mais comum
*
O egbo (ebó) ou presente deverá ser entregue em lugar alto, encruzilhada aberta do lado esquerdo e o ebó mais comum consiste de um peixe fresco; um carretel de linha branca; um de linha vermelha e um de linha preta; um punhado de cinzas de carvão; um charuto; um obi; otin, dendê, mel e um akunko preto.
Passa-se tudo no corpo e arruma-se dentro de um alguidá.
As linhas são desenroladas passando sobre os ombros da pessoa, de trás para frente e vão sendo jogadas dentro do alguidar.
Sacrifica-se o akunko para Egun e coloca-se dentro do alguidar.
Cobre-se tudo com epô, otin, mel, espalha-se as cinzas por cima, fazer Oriki, ofó exu, e tudo que se fizer para okaran, deverá ser feito para onã, oritá e odará e a depender da confirmação pode até despachar numa estrada de movimento, na volta do presente, dar comida a xangô Airá, oyá e oxalá, também em lugar alto..
*
Fonte de Pesquisa:

Merindilogun

Ficheiro:Meridilogun Orossi.JPG
*
Merindilogun
Créditos da Imagem: Tolluaye - Wikimédia Commons
*
Merindilogun ou Merindelogun - vem da palavra Erindinlogun e a tradução é dezesseis, sistema utilizado na África pelos yorubás algumas vezes chamado de dilogun (abreviatura de merindilogun), entregue ao sacerdote no ritual de oyê depois da obrigação de odu ejé.
É um dos muitos métodos divinatórios utilizado pelos Babalawos, Babalorixás e Iyalorixás que conta com 16 búzios.
 É um método diferente do jogo de búzios, pois nele ocorre a interpretação das caídas dos búzios por odù e (cada odù indica diversas passagens) de acordo com a mitologia yorubá.
No merindilogun, antes do arremesso dos búzios é Ifá o intermediário, quando eles caem dando a quantidade, o intermediário passa a ser Exu Elegba, que sempre acompanha Ifá.
As caídas são dadas conforme a quantidade de búzios abertos e fechados resultante de cada arremesso.
 A resposta para cada quantidade de búzios abertos e fechados, corresponde um Odù e como ocorre no Opele-Ifa, esse odù deve ser interpretado, transmitindo-se ao consulente tanto o significado da caída, quanto o que deve ser feito para solucionar o problema.
*
Ficheiro:Opo Meridilogun.JPG
*
Opon Meridilogun
Créditos da Imagem: Toluaye - Wikimédia Commons
*
Caída de Búzios
*
1. Um búzio aberto - Okaran
2. Dois búzios abertos - Ejiokô
3. Três búzios abertos - Etaogundá
4. Quatro búzios abertos - Irosun
5. Cinco búzios abertos - Ôxê
6. Seis búzios abertos - Obará
7. Sete búzios abertos - Ôdi
8. Oito búzios abertos - Êjioníle
9. Nove búzios abertos - Ossá
10. Dez búzios abertos - Ôfun
11. Onze búzios abertos - Ôwarin
12. Doze búzios abertos - Êjilaxeborá
13. Treze búzios abertos - Êjilobon
14. Quatorze búzios abertos - Iká
15. Quinze búzios abertos - Obéogundá
16. Dezesseis búzios abertos - Êjibé
*
História
*
Em 1830 em Salvador, Bahia, eram raros os que tinham a função do jogo de búzios por odu, que era consultado apenas para os desígnios do plano divino, diferente do tempo atual que é procurado para resolução de vários tipos de problemas inerentes aos conflitos existenciais, e a busca de conhecer seus procedimentos, e que encanta não só ao povo do santo.
O jogo de búzios instituído no Brasil contribuiu para a organização do candomblé, sofrendo transformação para ser utilizado pelas mulheres e no futuro, por todos os dirigentes de candomblés que vieram a ser formados.
Esta nova modalidade foi feita por Ìya Nàsò e Bàbá Asikan que depois de libertos da escravidão, viajaram para a África e voltaram depois de sete anos.
Esta simplificação tornou-se menos complexa, promovendo uma mudança radical de status religiosos.
A autoridade dos antigos Bàbáláwo e Bokonun que ocupavam a hierarquia máxima sacerdotal na África, desapareceu aqui no Brasil, tornado os Babalorixá e Iyalorixá independentes, dirigentes de seus próprios terreiros de candomblé.
Ficando apenas o costume daquele que joga intitular-se Bàbáláwo, embora indevido, pois este título é aplicado somente para quem joga o Ifá ou Opele-Ifá.
Por outro lado os sacerdotes de nações Bantos que já tinham seu próprio jogo de búzios e não eram orientados pelas caídas de Odu, nessa ocasião passaram a mesclar seu jogo, ora por caída ora por Odu, mas muitos deles optaram por continuar usando seus métodos de jogo, mantendo suas tradições.
*
Fonte de Pesquisa:

domingo, 19 de maio de 2013

Iemanjá ( Parte 4 )

Ficheiro:Presente para Iemanja Praia do Rio Vermelho3.jpg
*
Imagem de Iemanjá na oferenda
Créditos da Imagem :
Festa do Rio Vermelho
*
A tradicional Festa de Iemanjá na cidade de Salvador, capital da Bahia, tem lugar na praia do Rio Vermelho todo dia 2 de Fevereiro.
 Na mesma data, Iemanjá também é cultuada em diversas outras praias brasileiras, onde lhe são ofertadas velas e flores, lançadas ao mar em pequenos barcos artesanais.
A festa católica acontece na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, na Cidade Baixa, enquanto os terreiros de candomblé e umbanda fazem divisões cercadas com cordas, fitas e flores nas praias, delimitando espaço para as casas de santo que realizarão seus trabalhos na areia.
Em Porto Alegre A Festa de Nossa Senhora dos Navegantes em Porto Alegre é a maior festa religiosa da cidade brasileira do sul do Brasil, e homenageia Nossa Senhora dos Navegantes e seu sincretismo afro-brasileiro.
 É realizada no dia 2 de fevereiro de cada ano desde 1870.
Originalmente constava de uma procissão fluvial, com embarcações que singravam o Lago Guaíba desde o cais do porto, levando a imagem da santa do centro da cidade até a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes.
Hoje, por determinação impeditiva da Capitania dos Portos, a procissão é terrestre, levando a imagem desde a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, no centro da cidade, até a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes.
Os organizadores da festa consideram que esta é a segunda maior romaria religiosa do País, ficando atrás apenas do Círio de Nazaré realizada em Belém do Pará.
Com uma grande participação popular tanto na realização da festa, como nas comemorações
*
Ficheiro:Praia do Rio Vermelho com oferendas para Iemanja.jpg
*
Ialorixá e filhos na entrega da oferenda a Iemanjá
Créditos da Imagem:
*
Cuba
*
Em Cuba, Yemayá também possui as cores azul e branca, é uma rainha do mar negra, assume o nome cristão de La Virgen de la Regla e faz parte da santeria como santa padroeira dos portos de Havana.
Lydia Cabrera fala em sete nomes igualmente, especificando que apenas uma Iemanjá existe, à qual se chega por sete caminhos.
Seu nome indica o lugar onde ela se encontra.
*
Fonte de Pesquisa:

Iemanjá ( Parte 3 )

Ficheiro:Oferenda para Yemanja.JPG
*
Oferenda para Iemanjá. No candomblé do Ile Ase Ijino Ilu Orossi.
Créditos da Imagem:
*
Sincretismo
*
Existe um sincretismo entre as santas católicas: Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora da Glória, e a orixá da Mitologia Africana Iemanjá.
 Em alguns momentos, inclusive festas em homenagem as duas se fundem.
 No Brasil, tanto Nossa Senhora dos Navegantes como Iemanjá tem sua data festiva no dia 2 de fevereiro.
Costuma-se festejar o dia que lhe é dedicado, com uma grande procissão fluvial.
Uma das maiores festas ocorre em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, devido ao sincretismo com Nossa Senhora dos Navegantes.
No mesmo estado, em Pelotas a imagem de Nossa Senhora dos Navegantes vai até o Porto de Pelotas. Antes do encerramento da festividade católica acontece um dos momentos mais marcantes da festa de Nossa Senhora dos Navegantes em Pelotas, que em 2008 chegou à 77ª edição.
As embarcações param e são recepcionadas por umbandistas que carregavam a imagem de Iemanjá, proporcionando um encontro ecumênico assistido da orla por várias pessoas.7
No dia 8 de dezembro, outra festa é realizada à beira mar baiana: a Festa de Nossa Senhora da Conceição da Praia.
Esse dia, 8 de dezembro, é dedicado à padroeira da Bahia, Nossa Senhora da Conceição da Praia, sendo feriado municipal em Salvador.
Também nesta data é realizado, na Pedra Furada, no Monte Serrat em Salvador, o presente de Iemanjá, uma manifestação popular que tem origem na devoção dos pescadores locais à Rainha do Mar - também conhecida como Janaína
Na capital da Paraíba, a cidade de João Pessoa, o feriado municipal consagrado a Nossa Senhora da Conceição, 8 de dezembro, é o dia de tradicional festa em homenagem a Iemanjá.
Todos os anos, na Praia de Tambaú, instala-se um palco circular cercado de bandeiras e fitas azuis e brancas ao redor do qual se aglomeram fiéis oriundos de várias partes do Estado e curiosos para assistir ao desfile dos orixás e, principalmente, da homenageada.
Pela praia, encontram-se buracos com velas acesas, flores e presentes. Em 2008, segundo os organizadores da festa, 100 mil pessoas compareceram ao local.
*
Fonte de Pesquisa:

Iemanjá ( Parte 2 )

*
Arquétipo
*
Seus filhos e filhas são serenos, maternais, sinceros e ajudam a todos sem exceção.
Gostam muito de ordem, hierarquia e disciplina.
São ingênuos e calmos até demais, mas, quando se enfurecem ,são como as ondas do mar, que batem sem saber onde vão parar. São vaidosos mais com os cabelos.
Suas filhas sabem seduzir e encantar com a beleza e mistérios de uma sereia.
Geralmente, as filhas de Iemanjá têm dificuldade em ter filhos, pois já são mães de coração de todos.
*
Qualidades
Yemowô - que, na África, é mulher de Oxalá
Iyamassê - é a mãe de Sàngó,
Yewa - rio africano paralelo ao rio Ògún e que frequentemente é confundido em algumas lendas com Yemanjá,
Olossa - lagoa africana na qual desaguam os rios Yewa e Ògún,
Iemanjá Ogunté - que casa com Ògún Alagbedé,
Iemanjá Asèssu - muito voluntariosa e respeitável,
Iemanjá Saba ou Assabá - está sempre fiando algodão é a mais velha.
*
Dia: sexta-feira.
*
Data: 2 de fevereiro.
*
Metal: prata e prateados.
*
Cor: azul no Candomblé e branco na Umbanda.
*
Comida: manjar branco, acaçá, peixe de água salgada, bolo de arroz, ebôya, ebô e vários tipos de furá, melancia, cocada branca.
*
Arquétipo dos seus filhos: voluntarioso, fortes, rigorosos, protetores, caridosos, solidários em extremo, ingênuos, amigo, tímido, vaidosos com os cabelos principalmente, altivos, temperamentais, algumas vezes impetuosos e dominadores, e tem um certo medo do mar.
*
Símbolos: abebé prateado, alfange, agadá, obé, peixe, couraça, adê, braceletes, e pulseiras.
*
Fonte de Pesquisa:

Iemanjá ( Parte1 )

Ficheiro:Iemanjá yemanjá rainha do mar.JPG
*
Representação popular de Iemanjá no Candomblé e Umbanda
Créditos da Imagem: 
*
Iemanjá é um orixá africano, cujo nome deriva da expressão iorubá Yeye oman ejá ("Mães cujos filhos são peixes") , identificada no jogo do merindilogun pelos odus ejibe e ossá.
 É representado no candomblé através do assentamento sagrado denominado igba yemanja.
*
África
*
Na mitologia ioruba, o dono do mar é Olokun, que é pai de Iemanjá, sendo ambos de origem Egbá. Yemojá é saudada como Odò ("rio") ìyá ("mãe") pelo povo Egbá, por sua ligação com Olokun, orixá do mar (masculino no Benim e feminino em Ifé), referida como sendo a "rainha do mar" em outros países.
 É cultuada no Ro Ògùn, em Abeokuta.
*
Ficheiro:Orixa Yemanja Orossi.JPG
*
Representações de Iemanjá no candomblé do Ile Ase Ijino Ilu Orossi: a de verde é Asèssu e a de azul, Assabá.
Créditos da Imagem: Tolluaye - Wikimédia Commons
*
História [editar]
Pierre Verger, no livro Dieux d'Afrique , registrou: "Iemanjá é o orixá dos Egbá, uma nação iorubá estabelecida outrora na região entre Ifé e Ibadan, onde existe ainda o Rio Yemanja.
As guerras entre nações iorubás levaram os Egbá a emigrar na direção oeste, para Abeokuta, no início do século XIX.
Não lhes foi possível levar o rio, mas transportaram consigo os objetos sagrados, suportes do axé da divindade.
O Rio Ògùn, que atravessa a região, tornou-se, a partir de então, a nova morada de Iemanjá.
Este Rio Ògùn não deve, entretanto, ser confundido com Ògún, o orixá do ferro e dos ferreiros."
*
*
Brasil
*
No Brasil, a orixá goza de grande popularidade entre os seguidores de religiões afro-brasileiras e até por membros de religiões distintas.
Em Salvador, ocorre anualmente, no dia 2 de fevereiro, a maior festa do país em homenagem à "Rainha do Mar".
 A celebração envolve milhares de pessoas que, trajadas de branco, saem em procissão até o templo-mor, localizado próximo à foz do rio Vermelho, onde depositam variedades de oferendas, tais como espelhos, bijuterias, comidas, perfumes e toda sorte de agrados.
Todavia, na cidade de São Gonçalo, os festejos acontecem no dia 10 de fevereiro.
Outra festa importante dedicada a Iemanjá ocorre durante a passagem de ano no Rio de Janeiro.
 Milhares de pessoas comparecem e depositam, no mar, oferendas para a divindade.
A celebração também inclui o tradicional "banho de pipoca" e as sete ondas que os fiéis, ou até mesmo seguidores de outras religiões, pulam como forma de pedir sorte à orixá.
Na umbanda, é considerada a divindade do mar.
*
*
Iemanjá, rainha do mar, é também conhecida por dona Janaína, Inaê, Princesa de Aiocá e Maria, no paralelismo com a religião católica.
Aiocá é o reino das terras misteriosas da felicidade e da liberdade, imagem das terras natais da África, saudades dos dias livres na floresta.
*
(Jorge Amado)
*
*
No ano de 2008, dia 2 de fevereiro, a Festa de Iemanjá do Rio Vermelho, na Bahia, coincidiu com o carnaval.
Os desfiles de trios elétricos foram desviados da região até o fim da tarde, para que as duas festas acontecessem ao mesmo tempo.
Antecedendo o réveillon de 2008, devotos da Orixá das águas, estiveram nesse momento, com suas preces dirigidas a um arranha-céus, em forma de um monólito negro, na Praia do Leme, em Copacabana, onde era costume, no último minuto do ano, surgir uma cascata de fogo, no topo desse monólito, iluminando o entorno bem como as oferendas.
Todo réveillon, principalmente na cidade do Rio de Janeiro, no bairro de Copacabana, milhares de pessoas se reúnem para cantar e presentear Iemanjá, jogando presentes e rosas no mar.
Além da grande diversidade de nomes africanos pelos quais Iemanjá é conhecida, a forma portuguesa Janaína também é utilizada, embora em raras ocasiões.
 A alcunha, criada durante a escravidão, foi a maneira mais branda de "sincretismo" encontrada pelos negros para a perpetuação de seus cultos tradicionais sem a intervenção de seus senhores, que consideravam inadimissíveis tais "manifestações pagãs" em suas propriedades.
 Embora tal invocação tenha caído em desuso, várias composições de autoria popular foram realizadas de forma a saudar a "Janaína do Mar" e como canções litúrgicas.
Pela primeira vez, em 2 de fevereiro de 2010, uma escultura de uma sereia negra, criada pelo artista plástico Washington Santana, foi escolhida para representação de Iemanjá no grande e tradicional presente da festa do Rio Vermelho, em Salvador, na Bahia, no Brasil, em homenagem à Àfrica e à religião afrodescendente.
*
Fonte de Pesquisa:
banner
Seus links em um só lugar!